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Wellington Silva

O pesado ônus ao ignorar a pesquisa

Ao que tudo indica, pesquisas nos Estados Unidos, Europa e em outros países já estão adiantadas para se chegar a uma vacina que possa efetivamente imunizar a humanidade contra o Covid-19, já anunciando para breve os testes em um grupo de 500 pessoas.

E parece que o Brasil está bem na foto no ranking mundial quesito combate ao Covid-19. Isso evidentemente se deve ao trabalho do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e sua equipe técnica, assim como de governadores, prefeitos e equipes técnicas estadual e municipal.

Agora, infelizmente, anos atrás governos jogaram fora a possibilidade de avançar na produção de vacina para conter a Sars (síndrome respiratória aguda severa) e a Mers-Cov, a síndrome respiratória do Oriente Médio. Tudo começou em 2002, quando a Sars se espalhou em 29 países, infectou mais de 8 mil pessoas e matou cerca de 800. Após estudos, ficou comprovado que o patógeno causador da doença era um coronavírus que se originou em um animal e depois se espalhou entre humanos na Província chinesa de Guangzhou.

Em várias regiões do planeta, havia grande expectativa para saber quando uma vacina estaria pronta para combater a Sars. Na época, diversos cientistas da Ásia, Estados Unidos e Europa começaram a trabalhar febrilmente nessa busca, estudo que obviamente demandou tempo. Após a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda ter sido controlada, vários protótipos surgiram, muitos prontos para testes clínicos. Diversos cientistas enfatizaram a urgência de produção de uma vacina contra esses patógenos, como prevenção. Infelizmente, não foram ouvidos, e os programas de financiamento ficaram abandonados.

Em 2016, uma equipe de cientistas em Houston, Estados Unidos, já tinha uma vacina pronta contra um coronavírus.

Maria Elena Bottazzi, Codiretora da Escola Nacional de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina Baylor, e do Centro de Desenvolvimento de Vacinas do Hospital Infantil do Texas, revela o seguinte:

“Terminamos os testes e passamos a criação de um processo de produção em escala piloto para a vacina.Fomos aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e perguntamos: ‘O que fazemos para transferir rapidamente a vacina para a clínica?’ E eles nos disseram: ‘Olha, agora não estamos mais interessados’.

E enfatiza Bottazzi:

“Nós já teríamos um exemplo de como esses tipos de vacinas se comportam e, embora os vírus não sejam exatamente os mesmos, eles vêm da mesma classe”.

Mas esse não foi o único caso!

Dezenas de cientistas, em todo o mundo, tiveram de interromper seus estudos devido à falta de interesse e de fundos para continuar pesquisando os coronavírus, Brasil incluso na lista.

Susan Weiss, professora de microbiologia da Universidade da Pensilvânia, em declaração à BBC News Mundo, disse que“quando a epidemia de Sars terminou, depois de oito meses pessoas, governos e empresas farmacêuticas imediatamente perderam o interesse no estudo dos coronavírus. A Sars afetou a Ásia, com alguns casos em Toronto (Canadá), mas não chegou à Europa. Então, surgiu o Mers, o segundo corona vírus virulento, e ficou quase inteiramente confinado ao Oriente Médio”.

Para especialistas a Sars e a Mers foram dois avisos de fundamental importância sobre os graves perigos dos coronavírus, alertas que lamentavelmente governos não deram ouvidos.

Jason Schwartz, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade Yale, é bem claro e vai logo direto ao ponto à revista americana The Atlantic:

“A preparação para esta pandemia deveria ter começado logo após o surto de Sars em 2002.Se não tivessem abandonado o programa de pesquisa de vacina para Sars teríamos muito mais bases prontas para trabalhar neste novo vírus intimamente relacionado ao anterior”.

Peter Kolchinsky, virologista e diretor da empresa de biotecnologia RA Capital explica que “o financiamento acabou porque não havia mercado para a vacina. A realidade é que, quando existe mercado, existe solução. “Hoje temos centenas de vacinas para coronavírus, mas são todas para animais: porcos, galinhas, vacas etc.Elas são vacinas para prevenir doenças que podem custar milhões de dólares à indústria avícola e pecuária. Pensava-se que os surtos de coronavírus em humanos poderiam ser controlados mais facilmente.O problema é que, para qualquer empresa, é uma péssima proposta comercial desenvolver um produto que, de acordo com as probabilidades, não será usado em décadas ou talvez nunca”, salienta.

Atualmente Maria Elena Bottazzi e sua equipe continuam trabalhando na atualização da vacina Sars de 2016 e em uma nova para a Covid-19.Ela e seus colegas buscam mais financiamento para suas pesquisas.

CONCLUSÃO: Se em 2002 tivesse ocorrido financiamento mundial para a vacina contra a Sars com toda certeza haveria elementos suficientes de informações científicas para a vacina contra o Covid-19 uma vez que os coronavírus estudados possuem aquilo que popularmente chamam de “parentesco” viral. E de pensar que a pesquisadora Maria Elena Bottazzi precisava apenas de três ou quatro milhões de dólares para efetivar a vacina.

A China que não conhecemos

Considerada o epicentro inicial que proporcionou o agravante epidemiológico para uma posterior pandemia mundial, a China que ainda não conhecemos totalmente vem ultimamente sofrendo grave retórica  preconceituosa, com certeza promovida por cargas excessivas de sentimentos radicais, elevados ao extremo, evidenciando uma configuração de verdadeiro ato de insensatez e pré-julgamento contra uma sociedade onde residem 1,4 bilhão de habitantes, muitos em situação de pobreza extrema como vemos aqui no Brasil, África, ou no Brooklyn, burgo da cidade americana de New York, e Harlen, bairro de Manhattan, também na cidade de Nova Iorque.

Então pergunto:

O que você sinceramente seria capaz de comer para sobreviver?

Sobreviver em situações extremas sempre foi uma característica histórica bem típica do povo chinês. Na pré-história, a China foi habitada entre 550 mil a 300 mil anos antes de Cristo pelo Homuerectus, antepassado do Homo Sapiens. A cultura Majiabang, por exemplo, surgiu no sexto milênio a.C. sendo sua principal característica o cultivo do arroz, isso à cerca de 6.500 a.C, A agricultura chinesa tornou-se bem organizada e intensiva ao longo dos séculos seguintes, especialmente no sul.

Com o aparecimento dos chamados reinos combatentes, no final do século V a.C. houve grandes disputas por controle e poder: os reinos Quin, Qi, Zhao, Han, Wei, Chu e Yan, e depois as dinastias Ming, Song e Man Chu, sempre envolvendo massacre ou genocídio de populações para impor o poder pela força. Tempos mais tarde surge a segunda grande onda cruel da força mongol na China: Kublai Khan, destinado a realizar o sonho de seu avô, Gengis Khan, de conquistar o território chinês. Em 1.271, Kublai funda a dinastia Yuane domina os territórios atualmente ocupados pela Mongólia, Tibete, Turquestão Oriental, norte da China e boa parte da China ocidental e algumas áreas adjacentes, assumindo para si o título de Imperador da China. Em 1.279 as forças Yuan, com o apoio da genialidade de Marco Polo e suas gigantescas catapultas, aniquilam com sucesso a última resistência da dinastia Song meridional. Logo, Kublai Khan se torna o primeiro imperador não chinês a conquistar toda a China e o único khan mongol a realizar conquistas bem maiores que seu lendário avô, Gengis Khan.

Entre 1.839 e 1.842, com a expansão do poderio naval inglês, somado ao seu poder militar, após a queda de Napoleão Bonaparte, a China é colonizada pela Inglaterra, mais especificamente Hong Kong, na época considerada a joia do império britânico. Hong Kong só foi devolvida à China no dia 1º de julho de 1.997, após um século e meio de ocupação e aculturação inglesa.

Em 07 de julho de 1937, meados da Segunda Grande Guerra Mundial, o Japão invade a China, controla o país e proíbe terminantemente apresentações de artes marciais, treinamento e fabricação de armas tradicionais chinesas. O Japão impõe um estado de pânico e terror na população e provoca a guerra sino-japonesa, que durou até 9 de setembro de 1945, data em que o Japão finalmente se rende aos Aliados, leia-se americanos.

A partir do dia 1º de outubro de 1949, inicia a chamada onda maoísta (Mao TseTung). Logo, é proclamada a República Popular da China, resultado de sucessivas lutas entre o campesinato e o Partido Kuomitang, de Chiang Kai-shek. A idealização do socialismo chinês, pensado por Mao, seguiu o modelo soviético. Não demora o poder político de mal ocupa o Tibet com esmagadora força militar e trava uma luta desigual ao impor a dialética materialista maoísta sobre os conceitos espiritualistas tibetano, pisoteando assim os milenares ensinamentos de Buda e Confúcio. Portanto, para entender a arquitetura geopolítica da China do presente, condição ideológica, social e econômica no mundo, necessário se faz entender seu passado.

Atualmente, mudamos nós ou mudou a China ao realizar contratos comerciais importantes com o Brasil e o mundo, sempre inovando em tecnologias, tudo sob a liderança do carismático Xi Jinping, um gentleman no trato da diplomacia internacional desde 15 de novembro de 2012. Hoje, boa parte do mundo depende dos respiradores chineses como instrumento de defesa contra o Covid-19.

 

 

Deixa o Mandetta trabalhar!

Historicamente repetida tantas vezes, em vários cantos do planeta, a expressão popular “deixa o homem trabalhar” por vezes revela um sentimento de simpatia ou grande apreço do povo por alguém imbuído de espírito público, obviamente no ato de servir a coletividade em momentos de crise.

Evidentemente, em todo o Brasil é público e notório o grande apreço que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, goza de parte expressiva da população. Pesquisa do Datafolha, realizada por telefone, mostra 1. 511 pessoas entrevistadas entre os dias 1.º e 3 de abril de 2020. Ela, a pesquisa, deixa evidente excelente percentual indicador de aprovação da gestão do ministro à frente da pasta do Ministério da Saúde, com 76% de aprovação nestes tempos terríveis de pandemia do Covid-19.

Observação: Do percentual de entrevistados, maioria são eleitores do presidente Jair Bolsonaro. Ignorar este cenário político e o excelente trabalho técnico que o ministro e sua equipe vem desenvolvendo seria no mínimo insensato e imprudente.

Jamais seria dispensável dizer que o ministro Luiz Henrique Mandetta possui excelente e dinâmica equipe técnica, podendo-se observar ao seu lado, nas entrevistas, Wanderson Kleber de Oliveira, omesmo que comandou planejado esforço de combate a pandemia do H1N1 em 2009, no Brasil. É ele que vez por outra dá a cara a tapa nas entrevistas coletivas do governo concedidas a imprensa. Em Porto Alegre, Wanderson Kleber de Oliveira conseguiu manter o controle da pandemia do H1N1 enquanto que outros ganhavam politicamente os louros da vitória.

Em 1990 Luiz Henrique Mandetta inicia sua carreira médica servindo como médico militar no posto de 1º Tenente do Hospital Central do Exército (HCE). Entre 1993 a 1995 atua como médico na Santa Casa de Campo Grande e também como conselheiro fiscal para a Unimed e Santa Casa. Em 2001, aos 37 anos, é eleito presidente da Unimed Campo Grande, o mais jovem a ocupar o posto na cooperativa.

Em 2004 tem um dos grandes desafios de sua carreira logo após assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul:

Controlar o preocupante surto de dengue no município!

Qual foi sua estratégia?

Focar o trabalho em grandes campanhas contra os vetores da doença. E deu certo! Tanto que logo depois é convidado a proferir palestras em vários estados sobre os métodos utilizados de combate ao H1N1, executados em todo o território nacional.

Nas eleições de 2010 conquista 78,7 mil votos pelo DEM (MS) para o cargo de deputado federal. Em 2014 é reeleito com 57,3 mil votos, sempre defendendo recursos para a saúde.

No dia 31 de janeiro de 2020, já como ministro da Saúde, reativa o Grupo de Trabalho Interministerial de Emergência em Saúde Pública, ato considerado de importância vital como estratégia de enfrentamento a pandemia do Covid-19. Sob seu comando o grupo passa a monitorar diariamente todos os cenários nacionais apresentados, sempre em conexão e sintonia com a Organização Mundial da Saúde, a OMS,diariamente atualizando informações na Plataforma IVIS para evidenciar números de casos suspeitos, confirmados e descartados, bem como definições de casos e eventuais mudanças em relação à situação epidemiológica. Pesou na indicação do ministro o apoio das associações médicas, santas casas de misericórdia e a frente parlamentar de medicina.

A Mãe Terra chora…

Imagens que chegam e são divulgadas no mundo, do Satélite Sentinel-5, da Agência Espacial Europeia (ESA), mostram uma sensível queda nos níveis de poluição na China e Itália após o isolamento social determinado pelas autoridades de saúde, por conta do coronavírus.

O Satélite Sentinel-5 possui a capacidade de rastrear diferentes níveis de poluição provocadas pelo homem, em especial a emissão de dióxido de nitrogênio oriunda do escapamento de veículos automotores e de centrais elétricas alimentadas a carvão.

Inicialmente, cientistas notaram enorme queda de poluição na China, cenário bem visível do espaço. Fei Liu, pesquisador da NASA e estudioso da qualidade do ar disse ser a primeira vez a observar “ uma queda tão dramática em uma área tão ampla para um evento específico”.

Na Itália, o mesmo fenômeno está ocorrendo na região norte, o que vem provocando atenção de pesquisadores do mundo todo.

Imagens feitas por Santiago Gassó, pesquisador de ciências atmosféricas da NASA evidencia a grande diferença entre o antes e o depois do surto de COVID-19 na Itália e China. As imagens mostram emissões de dióxido de nitrogênio em 7 de março e 7 de fevereiro para comparação visual e estudo. O pesquisador informou que os dados ainda precisam de mais análise, contudo, comunicou que colegas pesquisadores tem ultimamente postado tendências similares de outros sensores:

“ A ESA exibiu um vídeo confirmando o que eu apontei. Então, de fato, a tendência parece real”.

O vídeo apresenta uma queda extremamente rápida na poluição. Os dados do Sentinel-5, no vídeo da ESA,são de janeiro a meados de março. Ele mostra que a mancha vermelha e laranja de poluição sobre o norte da Itália vai diminuindo pouco a pouco depois do governo ter emitido as ordens de confinamento social.

Até os canais de Veneza, por onde as tradicionais “gôndolas” diariamente passeavam com turistas, está mais limpo.

Mas a que preço!?

Quantas vítimas o coronavírus ainda fará?

Mamãe, Laura Josefa, do alto dos seus 81 anos bem vividos, me deu mais uma lição de vida após comentarmos tudo isso e a sensação ruim e sinistra de que algo incomum e horrível está no ar!Ela me olhou em lágrimas e disse:

“ Meu filho, parece que a Terra está chorando…

O mundo todo está chorando…

Deus está chorando por nós”!

Então, que Deus tenha piedade da humanidade para que possamos construir um mundo melhor de paz, harmonia, respeito, limites, de liberdade com responsabilidade e de igualdade e fraternidade entre todos que habitam este planeta porque, a Mãe Terra chora seu lamento por todos nós…

 

 

 

 

Coronavírus: Reflexões sobre a pandemia e a crise

A grande discussão nacional do momento é:

Que providências econômicas tomar para enfrentamento durante e após a quarentena do coronavírus?

O governo federal responde com o chamado Pacote Emergencial Contra o Coronavírus, no valor de R$ 98 bilhões. Então, se fizermos uma matemática lógica ou de base de dados teremos os seguintes elementos para reflexão:

O que fazer com tanto dinheiro?

Temos uma população atual de 247.014.042 brasileiros (última leitura do Relógio da População do Brasil) e 11 milhões de desempregados, novamente se aproximando da casa dos 12 milhões.Levando-se em consideração os desempregados, arredondados para 12 milhões, daria R$ 7 mil reais para cada desempregado.

Se realmente for colocado em pauta e depois aprovada a proposta do Congresso Nacional de utilizar o Fundo Partidário para enfrentamento da crise, então teremos recursos para ajudar desempregados, trabalhadores informais, moradores de rua, doentes, ampliação de leitos hospitalares, melhoria e ampliação dos serviços do SUS. E ainda tem a proposta de instituição do imposto sobre grandes fortunas, já aberta no Senado Federal para apreciação e posterior votação. Evidentemente daria para fazer muita coisa com o Pacote Emergencial Contra o Coronavírus, o Fundo Partidário, e o Imposto Sobre Fortunas, isso se bem planejado, distribuído e rigorosamente investido em cada unidade da federação brasileira.

Lamentavelmente percebemos pessoas mais preocupada se predispostas ao discurso da economia e do capital do que com vidas humanas, o que no momento é fundamental. A estes, faço o seguinte questionamento:

Quais são os maiores legados de Deus a humanidade?

A vida, o direito à vida e a liberdade!

Como viver ou sobreviver nestes tempos sombrios de pandemia do Covid-19 se de repente todos renegarmos os cuidados devidos e pensarmos somente no capital, no dinheiro, na economia?

Logicamente, mais pessoas seriam contaminadas e a desgraça seria muito pior!

Portanto, não temos escolha e o mundo todo não tem escolha!

Ou seguimos as recomendações médicas de especialistas ou nos “lasquemos” todos abrindo fronteiras, aeroportos e todos comprando e vendendo, até vir o caos total.

Sabem porque Kublai Khan foi mais longe que seu famoso avô, Gengis Khan, em suas aventuras de conquista da China?

Porque apesar de cruel e teimoso, ele ouviu um homem inteligente e de profunda visão estratégica, obviamente forçado pelas circunstâncias políticas:

Marco Polo, com a engenharia de suas gigantescas catapultas, que derrubaram as monumentais muralhas do Império da Dinastia Song.O resto da história muitos conhecem…

O Covid-19 não é uma gripezinha qualquer que só enxerga idosos como alvo. Vários atletas no mundo, cada qual com seu depoimento, lutaram, estiveram à beira da morte e sobreviveram. Pega mal a um Chefe de Estado não dar a devida importância para a gravidade de uma situação tão divulgada e tão alertada por especialistas no assunto, nos quatro cantos do planeta Terra.

Agora, bem pior é pessoas darem ouvidos a afirmações absurdas do senhor Olavo, afirmadas em rede social e no Carta Capital, edição de 25 de março de 2020, declarando que “esta pandemia não existe”.Felizmente esta desgraça foi retirada do YouTube. Loucura perde. Caso para a Interpol!

Isso é incentivar pessoas a crerem que o coronavírus não é letal e não faz mal a ninguém. Até parece propaganda de Joseph Goebbels (ministro da propaganda nazista):Persistente na mentira para parecer verdade, a fim de atingir alvos políticos, não importando os meios e os fins.

Olavo é um crime contra a humanidade!

Coronavírus?

Todo cuidado é pouco!

 

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Covid-19: Dias em que a Terra parou!

A pandemia do coronavirus avança assustadoramente no mundo, e o mundo, governos, ciência, incansavelmente buscam a cura para debelar este vírus mortal que tem a rápida capacidade de impregnar qualquer ambiente, rua, bairro, avenidas, cidades, parte da população de um país.Importante observar que a Índia, com uma população de 1.391.064.870 (última leitura), apresenta apenas mais de cem casos de Covid-19. A República Democrática Socialista do Sri Lanka, país insular asiático localizado ao largo da extremidade sul do subcontinente indiano, apresentou bem menos: apenas 53 casos.O Cazaquistão, país localizado na Ásia Central, habitado desde a Idade da Pedra, tendo como vizinhos a Rússia, a China, o Quirguistão, o Uzbequistão e o Turquemenistão, apresentou somente 44 casos (Fonte: Wikipédia).

A pergunta é:

Quais fatores influenciam para que estes países não tenham altas taxas de contaminação do Covid-19 como as ocorridas na Europa?

Quase em todo o mundo, ruas estão desertas. Isso nos faz repensar a clarividência de Raul Seixas em O Dia em Que a Terra Parou. Ele não diz a causa, mas mostra na composição os efeitos “ no dia em que a Terra parou…”

Em As Profecias, Raul claramente é um instrumento do Plano Superior e dá sinais:

“ A fuga geral dos ciganos, os séculos de Nostradamus … Está em qualquer profecia que o mundo se acaba um dia …”

Mas não será hoje e nem amanhã que o mundo ou a humanidade acabará. Para piorar as coisas, malucos postaram na internet imagens de fim do mundo,com sons “arranjados” para criar um clima de terror apocalíptico, trombetas soando no céu da China e anjos aparecendo em suas nuvens. Isso é o absurdo dos absurdos! Maluquice tem limites!

Graças a pesquisas avançadas de cientistas brasileiros, no campo de combate contra a dengue, febre amarela e H1N1, por exemplo, abre-se janelas com grandes perspectivas de sucesso para a apresentação de uma vacina efetiva que imunize pessoas. Cientistas americanos diuturnamente trabalham e também seguem na ponta, cruzando informações com nossos incansáveis cientistas brasileiros. Uma luta inglória que exige vários testes e obviamente tempo. E o vírus não espera o tempo do relógio neste plano temporal terreno de vida. Ele, infelizmente age em meio ao descuido das populações e governos e espalha sua mortalidade. E, a bem da verdade, fronteiras já deveriam estar fechadas a muito tempo, fundamentalmente inserida na lista a nossa, que faz fronteira entre Oiapoque e Guiana Francesa.

Todo cuidado é pouco!

Grande aglomeração em transportes coletivos, metrôs, ambientes públicos, supermercados e shopping, por exemplo, deve ser urgentemente evitada.

Em todo o território nacional brasileiro apenas quatro laboratórios estão devidamente capacitados para análise e diagnóstico de pessoas infectadas por coronavirus:

A Fundação Osvaldo Cruz (Rio de Janeiro), Instituto Osvaldo Lutz (São Paulo), e o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará. Em Goiânia, técnicos da vigilância em saúde e do Laboratório Central de Análises Clínicas fazem a coleta de amostra de secreção nasal e garganta de pacientes.

Preocupado com esta situação o poder público estadual ultimou providências para credenciar o Estado do Amapá e capacitar técnicos do Lacen (Laboratório Central do Amapá), sob a orientação e apoio do Instituto francês Pasteur, sediado na Guiana Francesa. Em contrapartida, laboratórios de grande porte do País já estão oferecendo apoio no combate ao Covid-19.

No Brasil, existem os seguintes laboratórios de excelência mundial:

Genoa Biotecnologia (especialista em genética molecular), Richet (fundado em 1947, da família Richet), Albert Einstein (referência em saúde na América Latina), CEDAP, DASA, Fleury, Hospital das Clínicas, Grupo LCA, Santa Luzia.

Na Austrália, cientistas declararam ter identificado pela primeira vez como o sistema imunológico humano combate a infecção do coronavírus.A pesquisa, publicada na revista médica Nature Medicine, mostra que pessoas estão se recuperando da infecção da mesma forma como se recuperam de uma gripe. Cerca de 80 mil infectados já se recuperaram. Para especialistas no assunto determinar quais células do sistema imunológico atuam no combate ao vírus pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina. Outros especialistas afirmam que a pesquisa do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, sediado em Melbourne, EUA, é “um grande avanço”.

Que Deus livre o mundo deste mal…

Porque naufrágios ocorrem no Amapá?

Nem é preciso ser especialista em acidentes náuticos ou perito para de bate-pronto logo perceber o que mostra o vídeo amador feito por um tripulante nervoso e preocupado, visto por muita gente de Macapá, da grave fatalidade a porvir com o Ana Karoline III:

Grande lotação de passageiros e excesso do excesso de cargas no porão e corredores, até o teto, quase sem espaço para a tripulação circular, e a água com suas correntezas já dando sinais para invadir e tombar a embarcação visivelmente desequilibrada por toneladas. Lamentavelmente, este era o triste cenário do inevitável sinistro, o que com certeza poderia ter sido evitado se houvesse o mínimo de bom senso, prudência e mais respeito as vidas humanas.

Evidentemente, o excesso do excesso de cargas colocadas no Ana Karoline III são cargas para transporte de balsa e não para uma simples embarcação antiga e mal desenhada para transporte de passageiros. De acordo com levantamento feito, já divulgado na imprensa local, tal embarcação começou a navegar nos rios da Amazônia em 1955, com outro nome do atual: Sobral Santos I.

Pelo visto, continuam mandando sucatas maquiadas para cá, “ guaribadas”, por assim dizer, com pinta de “nuvisco”, não importando o risco que pessoas possam correr nos caudalosos rios da nossa região. Não sabemos que tipo de cálculo fizeram para desenhar tal embarcação, entretanto, qualquer leigo e bom observador pode perceber que o improvisado andar acima, sustentado por um casco inadequado, ultrapassado e “fino”, não possuía capacidade para suportar muito peso e manter nivelamento nas correntezas inconstantes de nossos rios.

Isso está muito claro!

Tem mais:

Infelizmente, num momento delicado como este, pessoas acabam politizando a situação para apontar culpas em quem não tem nenhuma.

O poder público amapaense não deve ser responsabilizado pelos abusos, absurdos e excessos cometidos pelos proprietários e responsáveis diretos pela embarcação, muito menos, pela omissão da fiscalização marítima. Foi assim com Barcellos, em 1981, quando da ocorrência do naufrágio do Novo Amapá, e pelos mesmos motivos e razões óbvias: excesso de lotação, de carga e omissão da fiscalização. Na época, lembro que a situação foi extremamente politizada, acabando por criar uma certa cortina de fumaça sobre os responsáveis diretos e indiretos.

Quanto ao trabalho de içamento do navio muitos concordam que seria mais racional o poder público local, Ministério Público Federal, por exemplo, ter acionado a Petrobrás. A empresa possui equipamentos e know-how suficiente para trabalhos deste tipo e até muito mais complicados, em águas revoltas. Por se tratar de um trabalho altamente emergencial envolvendo famílias e vítimas o custo poderia ser zero para a região.

Agora, espera-se que a empresa responsável pelo Ana Karoline III dê o devido apoio as famílias e depois faça ressarcimento aos cofres públicos do dispêndio de R$ 2,7 milhões, pagos a empresa especializada, para içamento do navio.

Ao encerrar este texto vi fotos de outras embarcações conhecidas que sempre navegam em nossos rios, sempre lotadas de pessoas e carga.

Até quando !?

 

Cassilda Barreto

Maria Cassilda Barreto de Souza nasceu no dia 20 de dezembro de 1937, no município de Amapá. Faleceu no dia 13 de fevereiro deste ano, aos 83 anos, na capital do Estado, Macapá, moradora que era do bucólico bairro Jesus de Nazaré.Filha de Genésio Vicente de Souza e Maria Barreto de Souza, era dotada de um intelecto notável. Ainda muito jovem, em 1964 já lecionava no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Macapá. Sempre apaixonada por livros e grandes autores, em sala de aula tinha um jeito todo especial ao repassar conhecimento a seus alunos, observadora que era do nível de rendimento de cada um após bate-papo bem descontraído para simplesmente observar o que tinham armazenado como informação.

Sua dedicação a educação amapaense, durante a fase do extinto território federal do Amapá, a faz merecidamente figurar como uma das melhores educadoras deste rico torrão do Amapá numa época em que tudo estava por fazer. No campo histórico, suas pesquisas destacam-na justamente por imprimir resultados de grandes registros documentais como legado para nossa região. Na Zona Rural do município de Amapá, como jovem educadora, se “virava nos trinta”, como se dizia tempos atrás e ela mesmo falava.

Entre 1957 e 1958 foi a primeira professora da Escola Santo Antônio, interior do município de Amapá. Missão: alfabetizar crianças, jovens, adolescentes e adultos assim como fazer com que seus alunos aprendessem a somar, diminuir, multiplicar e dividir. Em 1959 passa a lecionar no Grupo Escolar Veiga Cabral e em meados dos anos 60 atua no Ginásio do Amapá.

Ainda nos anos 60, após cumprir de forma exitosa a missão de educadora no município de Amapá, Cassilda passa a dar aulas na capital do extinto território, Macapá, na Escola Getúlio Vargas, e depois, em 1964, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Em meados dos anos 70 leciona no Colégio Amapaense (C.A.) e depois no Colégio Comercial do Amapá (C.C.A.) atualmente denominado Escola Comercial Professor Gabriel de Almeida Café.

A partir de 1977 em diante, na capital federal, presta relevantes serviços na Representação do Amapá em Brasília procurando sempre defender bandeiras em prol do interesse público amapaense. Em 1980, com muito esforço e dedicação, consegue completar o curso de Licenciatura Plena e Bacharelado em Geografia na Universidade de Brasília-UNB. Seguidamente faz Pós-Graduação Relações Internacionais na América Latina tendo como monografia temática O Mar Territorial, sob a orientação de Antônio Carlos C. Trindade. Em 1986, em seu Curso de Mestrado de Ciências Sociais na UNB destaca-se na metodologia científica sobre políticas públicas através do trabalho de conclusão de curso intitulado Governo/Icomi, Dois Grandes Investimentos no Amapá.

Em 1992 dá entrada no seu processo de aposentadoria e se aposenta definitivamente do serviço público como Professora do Ensino do Segundo Grau Classe E-2. É justamente a partir daí que se torna uma pesquisadora incansável como coletora de informações para a produção de importantes obras sobre a história do Amapá. São elas:

A Rebelião Rural do Amapá, lançado em 1999; o antológico Pássaros Máquinas no Céu do Amapá, lançado em 2000, e a necessária e aprofundada pesquisa sobre o Contestado: A Boca Escancarada de Ouro das Guianas, lançado em 2014.

Em 2010 resolve lançar candidatura a deputada federal pelo Partido Verde (PV). Incomoda pela sua popularidade e irreverência muito em função de suas expressões de verdade. Logo é aconselhada por caciques do partido a abandonar a ideia e tentar a próxima para a edilidade mirim (vereança macapaense).

Já imaginaram nossa querida Mestra na Câmara Federal?

Lições do carnaval

Muito feliz na escolha e desenvolvimento de seu enredo, a Viradouro dessa vez conquistou o título do carnaval carioca após realizar uma apresentação perfeita na apoteose do samba. Pediu passagem à memória ancestral de nossas mulheres negras, que viviam às margens do Abaeté, e fez justa homenagem as que já estão inseridas na História e Cultura do Brasil tais como Dercy Gonçalves, Tereza de Benguela, Anita Garibaldi e Bibi Ferreira. Com um enredo intitulado Viradouro de Alma Lavada, criação dos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, ela conquistou não só o público presente na Marquês de Sapucaí como também os jurados. A Escola de Niterói apresentou sabiamente seis artes: Devoção à Orixá da doçura, deusa das águas doces. Segunda, a cor da comida, onde a pimenta é a base típica na feitura da comida dessas mulheres quituteiras. Depois, os seus amuletos, artefatos e peças que balançam ao vento ao quarar a roupa. A quarta arte é o atabaque! Ele que dá o ritmo às danças e festejos religiosos. A quinta são as flores que perfumam, purificam e sacramentam seus filhos. A sexta imagem é a visualização da irmandade emoldurada. A escola foi simplesmente show de bola no início, meio e fim. Mas, por falar em início, meio e fim, diga-se, bem construídos ou desenvolvidos, a Beija-Flor, apesar de belíssima na Marques de Sapucaí, se perdeu no desenvolvimento e se perdeu no “carteado” temático, por assim dizer. Quis dizer muita coisa, ao mesmo tempo, e se perdeu no meio do caminho…

Mas o desfile das Escolas de Samba, tanto do Rio de Janeiro como de São Paulo, deixaram profundas reflexões, principalmente quando falamos da Águia de Ouro, de São Paulo, com desenvolvimento NOTA 10 em seu enredo intitulado “ O Poder do Saber”, sacada genial do carnavalesco Sidnei França. Mostrou com muita propriedade o lado bom e ruim do conhecimento e o quanto ele pode ser ao mesmo tempo útil e evolutivo para a humanidade ou como belicamente pode se tornar uma grande desgraça para o mundo. Com início, meio e fim muito bem enfocados, inicialmente a escola fez uma viagem ao começo do começo da história da humanidade, a pré-história, para depois passar as primeiras indagações do homem, a descoberta da roda, do fogo, a Idade Antiga e a era do aço, o período medieval, as viagens marítimas, as caravelas, o poder da escrita, grandes pensadores e escritores, as grandes invenções, Santos Dumont (Pai da Aviação) até chegar na grande questão do poder destrutivo que a tecnologia pode causar quando ela é usada para fins destrutivos tais como as funestas bombas de Hiroshima e Nagasaki, por exemplo. Agora, o grande ponto comovente do desfile foi o perfeito enfileiramento de crianças em um carro alegórico, muito bem elaborado, do ponto de vista criativo, todo cercado por lápis de cor, e a ala dos formandos, criações de cenários de profunda significação, sem apelação ideológica, mostrando que a capacidade do conhecimento pode evidentemente mudar e transformar uma comunidade, uma cidade, estado, país, o mundo inteiro…

O belíssimo samba enredo da campeã do carnaval paulista é assinado por Marcelo Casa Nossa, Armênio Poesia, Darlan Alves, Fredy Viana, Xandinho Nocera e Chanel. Uma verdadeira louvação ao conhecimento e aos mestres, com todo o carinho:

“Águia em suas asas vou voar e no caminho da sabedoria páginas da história desvendar! Sou eu? No elo perdido um desbravador! O tempo é meu senhor, em busca da evolução. Criar e superar limites da imaginação, a mente dominar, jamais deixar de acreditar! Brincar de Deus? Recriar a vida, desafiar, surpreender! Na explosão a dor, uma lição ficou. Sou aprendiz do Criador! Em cada traço que rabisco, no papel vou desenhando meu destino. No horizonte vejo um novo alvorecer, ao mestre meu respeito e carinho. É a nova era, o futuro começou. É tempo de paz, resgatar o valor! Águia, razão do meu viver”!

Por tudo isso, a Águia de Ouro é digna de Nota Mil, já se equiparando ao nível de qualidade do carnaval carioca.

Nossos heroicos e valorosos servidores

Não é de hoje que o funcionalismo público é alvo de ataques do Planalto Central do Brasil apenas para servir de pretexto como instrumento de sacrifício para cobrir rombos financeiros de governos passados. Cada região tem suas típicas peculiaridades, e muitos desconhecem como foi no passado e como é no presente a luta diária desses servidores na Amazônia, aqui no Amapá, por exemplo, no exercício de servir o público, honrosamente, cumprir a missão e lutar dignamente por seus direitos. Eis alguns exemplos:

 

EPISÓDIO 1: A EDUCADORA

O dia já estava amanhecendo e ela, no trapiche, contemplava o horizonte até onde a vista podia alcançar. Homens acostumados a navegar nas águas caudalosas do rio Amazonas desenrolavam as velas, esperando um bom vento. Logo a jovem e elegante professora Vitória Chagas é convidada a embarcar, pois suas malas e livros já estavam devidamente agasalhados na embarcação para o destino da viagem:

Arquipélago do Bailique!

O velho marítimo exclama:

– A senhora tem coragem professora!

Ela responde:

– É a minha missão! Tenho de cumprir essa missão!

A viagem segue seu ritmo, velas ao vento, com a jovem professora Vitória Chagas por vezes sentindo medo, em vários momentos, ao sabor da forte maresia do rio, até chegar seguramente ao seu destino, tudo graças a maestria do navegador como profundo conhecedor da área de navegação. Quando chega, é recebida com festa pelos moradores. Curiosos aglomeram-se na beira do cais. Dias depois, já tem uma boa plateia de alunos, todos interessados em aprender.Cansada, nas suas orações agradece a Deus por ter valido a pena ser um instrumento, em local tão distante.

 

EPISÓDIO 2: O MÉDICO DOS POBRES

Doutor Iacy Alcântara era conhecido como o médico dos pobres, pois o que ele mais gostava de fazer, como grande profissional de sua área, era visitar e clinicar nas comunidades ribeirinhas, agrícolas, etc. Percorria as mais distantes terras do interior do Amapá, fosse de puc-puc (“rabetinha”, pequena embarcação), a cavalo ou mesmo a pé para examinar, diagnosticar e medicar as pessoas mais humildes deste rico torrão do Amapá. Foi eleito vereador numa época em que o cargo não tinha remuneração alguma. Histórico exemplo que fica para os mais novos.

 

EPISÓDIO 3: OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO

Nuvens carregadas formavam-se no horizonte enquanto que eu, cinegrafista Leonai Sampaio e fotógrafo Ita Nascimento nos organizávamos para embarcar nas voadeiras dos bombeiros, ancoradas próximas a Rampa do Santa Inês.

Destino: Bailique!

Um bombeiro olhou para mim cautelosamente e perguntou:

– Sabes nadar?

Respondi que sim e perguntei:

– Tem colete salva-vidas?

Ele me entregou o colete e logo embarcaram eu, cinegrafista Leonai Sampaio e o bombeiro navegador da embarcação uma vez que o governador já havia partido noutra embarcação. Fotógrafo Ita Nascimento já havia se adiantado, partido noutra voadeira do bombeiro. Não demorou, “arriou pancadão” de chuva após perdermos de vista à frente da cidade. Foi assim até o final da viagem, com muita chuva pela “cara” e no “lombo”. Eis que não mais que de repente o potente motor Yamaha “engasga”, e logo no meio da viagem! O bombeiro, trêmulo, fica nervoso pela responsabilidade que tinha com duas vidas. Aí eu falo:

– Fica calmo, tranquilo, sabemos nadar, estamos de colete, tem remo, é dia e tem uma ilha ali próximo. Estamos aqui para te ajudar!

Procuramos um banco de areia para averiguar o que houve, onde a água dava no joelho para saltar. Após várias e diversas tentativas o motor finalmente começa a dar sinal de vida, fumaça e pega. Seguimos viagem e chegamos no Arquipélago do Bailique espirrando que nem pintos “goguentos” para simplesmente cumprir mais uma missão.

 

EPISÓDIO 4: UMA LUTA FEDERAL

A partir de 2014 nossa luta começa em Brasília, sob a liderança da advogada Raimunda Barral da Luz, provocados juridicamente a lutar pelo colega Economista Manoel Álvaro Santos da Silva. Dias e noites mal dormidas dominam a cena de nossa luta na capital federal.Visitamos gabinetes parlamentares na Câmara Federal e Senado.Entregamos pleitos não só do Grupo Planejamento Amapá como também das diversas categorias que solicitavam transposição definitiva para o Quadro da União. Junto com sindicalistas do Amapá e servidores de Roraima e Rondônia éramos fortes e persistentes em uma caravana que paulatinamente conquistou apoios não só das bancadas federais do Amapá, Roraima e Rondônia como também de outros estados. Nesta valorosa e necessária luta alguns colegas nos deixam e vão para o “andar de cima”. A eles nossa sincera homenagem, principalmente a saudosa colega Áurea, do Grupo Planejamento Amapá, responsável pela coleta de dados do IPC. Ela que quase sempre estava lado a lado conosco, lutando incansavelmente por nossos direitos.

The End!

Quem quiser que conte outra ou outras neste espaço de livre pensar…