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Heraldo Almeida

Marapanim: a terra do Carimbó

O Carimbó é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se recebendo outras influências, principalmente negra. Seu nome, em língua tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó, feito de tronco de madeira e pele de animal.
Surgida em torno de Belém (PA) na zona do Salgado (Marapanim, Curuçá, Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.
O município de Marapanim é considerado ‘a terra do carimbó’. Na sede do município e em outras localidades existem dezenas de conjuntos de Carimbó, tais como: Flor da Cidade, Uirapuru, Raízes, Os Brasas de Marapanim, entre outros. O maior compositor de carimbó de todos os tempos foi um Marapaniense, mestre Lucindo Rabelo da Costa, nascido às margens do Rio Cajutuba.
De rara beleza poética, as canções compostas por Mestre Lucindo falavam de mar, lua, sol, mulher, saudade, pescaria, pássaros, afim, de todas essas coisas que fazem parte do cotidiano do paraense nascido e criado na região do Salgado.
Sendo a música preferida pelos pescadores marajoaras, embora não conhecida como carimbó até então, o ritmo atravessou a baía de Guajará com esses pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em algumas regiões próximas às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje.
Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Araquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado e acontece anualmente o Festival de Carimbó de Marapanim – O Canto Mágico da Amazônia, no mês de novembro, como lembra, Vanilson Monteiro (Vavá), um dos filhos mais ilustres e apaixonados dessa terra santa e abençoada.
Em setembro de 2014 o carimbó foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

 

 

CURUÁ: É um rio brasileiro, localizado no estado do Pará, com cabeceira na “Serra do Cachimbo”. Durante seu percurso até a foz no rio Iriri, passa por diversas áreas indígenas, como uma tribo de “Caiapós”. Sua região mais conhecida é onde se encontram as cachoeiras do Rio Curuá, no distrito de “Castelo dos Sonhos”.

 

Olha meu amor
O que eu quero é te beijar
Seja onde for
Ou aqui ou acolá
Joãozinho Gomes/Amadeu Cavalcante

 

 

Agenda
Programação da festividade do Santuário de Fátima, no bairro Santa Rita, marca para essa quarta (11) o show de Juninho dos teclados e Nivito Guedes, a partir das 20h.

 

‘Tarumã’
A gravadora Tarumã é administrada pelo competente engenheiro de som Jorge Luiz, onde muitos artistas amapaenses e fora do Estado, gravam seus discos. É uma grande referência.

 

Referência
Músico instrumentista, compositor e produtor amapaense, Taronga á um dos criadores da Banda Negro de Nós e uma referência no quesito profissionalismo. Parabéns, Amigo.

 

‘Abaladora’
Título de uma música de Thamires Tannous, Marina Peralta e Makely Ka, em homenagem a todas as mulheres.

“Eu sou a matriarca mãe, gaia na fogueira pagã. Uma cunha tchucarramãe, mulher que cuspiu a maçã…”.

 

‘Tambor da Liberdade’
Na sexta (13) tem o projeto ‘Tambor da Liberdade’, na Maloca da Tia Chiquinha (Curiaú), a partir das 16h. Roda de conversa, teatro, missa afro e shows com os artistas:
Adelson Preto, Aureliano Neck, Laura do Marabaixo, Marabaixo do Torrão do Matapi, grupo Raízes do Bolão, Finéias Nelluty, Mayara Braga, Brenda Melo, Amadeu Cavalcante, Nani Rodrigues, Silmara Lobato e outras atrações.

 

Músico
Baterista amapaense, Paulinho Queiroga é uma grande referência nos quesitos qualidade e profissionalismo. O jovem músico instrumentista grava e toca em vários projetos. Parabéns.

 

‘Drão’
Título da música do consagrado cantor e compositor brasileiro, Gilberto Gil, uma canção clássica da boa música popular brasileira.
“Drão, o amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão, tem que morrer pra germinar…”.

 

Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque

O Parque é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada nos estados do Amapá e do Pará, com território distribuído pelos municípios de Almeirim, Amapá, Calçoene, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Pracuuba e Serra do Navio.
Limita-se ao norte com a Guiana Francesa e com a República do Suriname, estando conectado, através do território ultramarino francês da Guiana Francesa, à Comunidade Européia. Desta maneira, Montanhas do Tumucumaque integra, junto aos parques nacionais da Serra do Divisor, do Cabo Orange, do Pico da Neblina e do Monte Roraima, o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazônia brasileira.
Com uma área de 3. 846. 429,40 ha (38 464 km² ou 8,78 milhões de acres) e um perímetro de 1 921,48 km, Montanhas do Tumucumaque é o maior parque nacional do Brasil e o maior em florestas tropicais do mundo. Foi criado com a finalidade de assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, bem como proporcionar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, de recreação e turismo ecológico.
O parque Montanhas do Tumucumaque foi criado através de decreto emitido pela Presidência da República, em 22 de agosto de 2002. As terras do parque pertenciam ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Um estudo técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizado em parceria com o INCRA, segundo indicações do Programa Nacional de Diversidade Biológica (PRONABIO) do Ministério do Meio Ambiente, mapeou a região do parque indentificando-a como prioritária para a manutenção da biodiversidade.
O plano de manejo da unidade de conservação foi publicado em 10 de março de 2010 por meio da Portaria de número 28/2010 do ICMBio. Com colaboração de Luiz Antonio Ferreira Maranhão, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque não iclui o Município de Pracuuba e a dimensão correta do Parque é de 3.843.429 ha ou 38.464 km². Um dado interessante é Por exemplo: Do município do Oiapoque o Parque abrange 73,4% e do município de Laranjal do Jarí 52 % (Plano de Manejo do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque).

 

 

RUY BARBOSA: Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923), foi um polímata brasileiro, tendo se destacado principalmente como jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo. Foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais.

 

Perdoa a mão que te apedreja
Perdoa quem não te perdoa
Perdoa a pedra que te alveja
Perdoa o preconceito e voa
Eudes Fraga/Joãozinho Gomes

 

 

‘Pretos Velhos’
Dia 13 (sexta) tem o lançamento do projeto ‘Samba dos Pretos Velhos’, a partir das 18h, no Mercado Central. Agenda aí.

 

‘Avença’
Se liga nessa agenda. De 13 a 15 de maio, a partir das 16h, na comunidade de Mazagão Velho, vai acontecer a Feira Cultural Avença.
A realização é do Ponto de Cultura Emplacando, com patrocínio do GEA, através da Secult. Música, poesia, contação de histórias, marabaixo, batuque, literatura e muito mais.

 

Recado
Tem CD Batuqueiros na Casa do Artesão (Praça Beira Rio). O recado é do cantor e compositor Paulinho Bastos. É o primeiro disco desse artista amapaense. #CorreLá.

 

Santuário
Programação artística do Santuário de Fátima (bairro Santa Rita) iniciou sua agenda de shows musicais.
Nesta terça (10), a partir das 20h, tem show de Cléverson Baia e a Banda Slide Rock Band.

 

Luto
A arte amapaense está de luto pelo falecimento, no final de semana, de um dos mais talentosos artistas plásticos do estado. Gibran Santana foi vítima de um infarto que lhe tirou a vida. Descanse em paz.

 

‘Legal e Ilegal’
Título da música do cantor e compositor paraense, Felipe Cordeiro, que faz parte do repertório amazônico e, também, cita ‘a gengibirra do marabaixo’.

 

‘Água Doce’
Título da música do paraense Silvan Galvão, gravada com a participação da cantora amapaense, Patrícia Bastos.

 

O Desamor de Osmar Júnior

Queria eu te dizer que a tal da loucura que fechava portas para o amor não ir, agora abre. Que aquela ofegante respiração de desejo agora é um sufoco. Que a espera agora desespera.

 

Que a canção só não foi em vão por causa do meu amor à música e por “todas as flores” sem espinhos. Flores que brotaram nos campos e foram parar não sei onde, talvez levadas pelo vento caíram nas terras inférteis da tua loucura.

 

Mesmo a culpa que queres me imputar não é só minha também vais ter que carregar. E que se perca no mundo a forma que usastes para te vingar do teu próprio amor e do tempo.

 

Era um tempo em que assanhavas corações sem rumo. Era teu jeito de dizer sim à idiotice da tua vaidade.

 

Agora o preço é de mágoas onde me jogo e tento nadar em águas, que sei que batizaram a estupidez da tua consciência tão cheia de razões. Ora razões…Eu também as tive. Eu com as minhas, tu com as tuas. Tudo que tens eu tenho. Então eu não venho mais na tua festa de desamor. (Osmar Jr.).

 

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Quem avistar o Amazonas nesse momento
E souber transbordar de tanto amor
Este terá entendido
O jeito de ser do povo daqui

Val Milhomem/Joãozinho Gomes

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Marabaixo

Neste domingo é dia de tocar, cantar e dançar Marabaixo em homenagem às mães amapaense. A partir das 18h, no Barracão Dica Congó (Av: Mendonça Furtado, 1275 – Centro).

 

Negritude

Um agrado especial e merecido à professora e poeta Maria Áurea. A ‘Negra Áurea’ como gosta de ser chamada.

Com sua voz forte e poderosa ela declama seus belos poemas e ilustra com amor os temas sobre a negritude. Parabéns.

 

‘Orgulho Meu’

Título de um dos belos sambas do cantor e compositor Carlos Pirú, em homenagem ao Laguinho, bairro onde nasceu.

“Orgulho meu que eu canto agora onde nasci, me criei, Laguinho tem muita história…”.

 

‘Renovação’

Título da banda musical que está se destacando no estilo Gospel e sendo elogiada por muitos produtores. O jovem cantor, Elson Summer, é um dos líderes e intérprete da Banda Renovação. Parabéns.

 

‘Festejo’

Título de uma bela música composta por Rambolde Campos e Joel Elias, no ritmo do marabaixo, a cultura mãe do Amapá.

“Corre menina, chama o Munjuca, hoje é dia do senhor. É tanto devoto levando a bandeira que a Trindade abençoou…”.

 

‘Flor Morena’

Cantora e compositora carioca, Aline Calixto divulga mais uma música do DVD de seus 10 anos de carreira.

A música ‘Flor Morena’ é um presente de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho para a cantora. Confira em todas as plataformas digitais.

 

Tempos Remotos’

Título da primeira parceria musical do poeta Joãozinho Gomes com o músico e cantor, Thiago K. A obra está disponível em todas as plataformas digitais.

A cultura da música

A música é a mais universal das artes. Sua presença se dá não apenas ao longo da história, mas também nas mais variadas formas e culturas. Não há civilização, grande ou pequena, que não possua sua própria expressão musical. A apreciação dessa arte não depende de língua ou nível cultural. É o prazer proporcionado por essa mistura de harmonia, ritmo, melodia e timbre o que realmente importa. Pois a música está diretamente ligada ao encadeamento de emoções.
As composições podem nos suscitar alegria ou tristeza, euforia ou paz de espírito. O espectro emocional é vasto e pode unir diversas pessoas em um contexto social através de um mesmo sentimento. Do tropicalismo brasileiro, ao punk londrino. Do samba carioca de Noel e Cartola ao blues americano de B.B. King e Muddy Waters. Alguns desses movimentos ganharam amplitude mundial. Nada mais natural já que a música é capaz de unir diferentes culturas. Afinal, os ritmos contagiam. A corda de violino que reproduz Beethoven fala à alma do ouvinte hoje, como falava ao compositor alemão 200 anos atrás.
Para melhor apreciar essa criação humana é importante adquirir cultura musical. Hoje, graças à tecnologia, as pessoas ouvem música com mais frequência. Quase o tempo todo. Mas poucas entendem de verdade essa arte. É importante lembrar que a música não se resume à sua função de entretenimento. É preciso, em primeiro lugar, abrir o nosso leque para além daqueles sons que nos parecem imediatamente agradáveis. Pois respeitar e entender a expressão musical de diferentes culturas e grupos expande a nossa visão de mundo.
Isso é importante para estimular uma maior tolerância à diferença. Uma necessidade cada vez maior em nossa sociedade moderna. Outro benefício da cultura musical irá surgir na maior referência para as pessoas que se iniciam no mundo da composição. É a falta de referências que ocasionam um cenário de empobrecimento musical. Quanto mais vasta a sua cultura nesse campo, mais rico e criativo o resultado das suas composições. Mas nada disso é mais importante do que o aspecto lúdico e educacional da música. (https://www.sabra.org.br/).

 

 

CURICACA: É uma ave da ordem dos Pelecaniformes da família Threskiornithidae. Seu nome popular é onomatopéico, semelhante ao som do seu canto, composto de gritos fortes. Conhecida, também, como despertador (Pantanal), carucaca, curicaca-comum, curicaca-branca e curicaca-de-pescoço-branco.

 

Quando a terra pediu socorro
Eu estava no morro batendo tambor
E a levada do Marabaixo
Armou o meu braço a seu favor
Binho/Zé Miguel

 

 

Organizando
Diretores de escolas de samba do Amapá já se manifestando para organização de seus projetos de carnaval para 2023.

 

Enredos
Chegando informações que pelo menos duas escolas de samba irão mudar seus enredos para o carnaval de 2023. A maioria vai permanecer com os já escolhidos.

 

Promessa
Governo do estado acenou positivo sobre o aporte para o carnaval de 2023, sobretudo, das escolas de samba.
Governador Waldez Góes e senador Davi Alcolumbre afirmaram, durante a posse do presidente da Liesap, Jocildo Lemos, semana passada, que o GEA vai garantir a execução do espetáculo.

 

‘Showzaço’
Foi espetacular o show do consagrado sambista brasileiro, Dudu Nobre, nesta sexta (6), na sede de Boêmios do Laguinho.

 

‘A pele Que Se Lê’
Título da nova música de Rambolde Campos em parceria com Zé Miguel, também, com projeto para virar vídeo clipe.
“Se quiser me chamar de preto, tudo bem, preto eu sou. Mas se quiser chamar por mim, chame de gente, gente eu sou…”.

 

‘Governo do Corte’
Título da poesia de Ana Anspach, criticando o Governo Federal que vetou o projeto da Lei de incentivo a cultura ‘Paulo Gustavo’.
“O Brasil passou a ser uma nação, onde não se investe em pesquisa, nem em ciência e tecnologia. E o que dizer da arte? Agora é algo que contraria o interesse público…”. (poesia na íntegra no blogderocha.com.br).

 

‘Todas as Luas’
Nome de um dos discos (CD) do cantor e compositor amapaense Nivito Guedes, está sendo uma ótima pedida para você ouvir em casa. Boa pedida.

 

Cantoras de Brasília regravam clássico de John Lennon

Uma música mundialmente conhecida, cinco cantoras de Brasília e um só objetivo: ajudar ao próximo. Inspiradas pela letra da imortalizada canção Imagine, de John Lennon, o grupo feminino de cantoras brasilienses “Elas cantam clássicos” resolveu apoiar a Central Única de Favelas (Cufa) da capital federal oferecendo o que elas têm de mais precioso em troca de doações para a instituição.
“A ideia é fazer exatamente o que a letra prega: um mundo de paz, sem fome, sem guerras com todo mundo compartilhando e vivendo em paz”, salientou. “Dessa música, que se parece com uma oração, vamos fazer uma ação, que é ajudar alguém de forma prática. Escolhemos ajudar, desta vez, a Central Cufa- DF, que vai direcionar a verba para o projeto Cufa Natal Escolar”, completou Ana Lélia, que também é empresária do Girassol Studios e ao lado do produtor Jonathas Pingo.

Além dela, participam desse cover as cantoras Daniela Firme, Nathalia Cavalcante, Ana Clara Hayley e Carol Melo. “A música ficará disponível no Youtube da Cufa-DF e lá terá um link para PicPay em que as pessoas poderão ajudar”, finalizou.

O grupo formado por cantoras autorais e independentes de Brasília surgiu com a finalidade de se ajudarem como artistas independentes, além de ajudarem ao próximo através de parcerias com projetos sociais. O grupo foi criado no ano passado, e até hoje, em razão da pandemia, só se apresentou ao público por duas vezes. (Jennifer da Silva – Suporte MF Press Global).

 

 

CORRENTEZA: A correnteza de um curso de água é o trecho em que a sua corrente vai mais rápida (acima do fluxo médio), geralmente formando ondulações e pequenas ondas, e ocorre usualmente em um terreno raso e acidentado. Muitas vezes, consiste em um leito rochoso de cascalho e de seixos ou de outras pequenas pedras. Esta parte do curso de água é um importante hábitat para a pequena biota aquática, como pitus ou pequenos peixes.

 

 

Meu coração tropical
Amanheceu batucando por você
Eu não sou anormal
Aqui do outro lado do Brasil
Osmar Júnior

 

 

É hoje
Nesta sexta (7), a partir das 20h, tem o show ‘Resenha da Nação’ com o sambista Dudu Nobre, na sede de Boêmios do Laguinho.
Artistas convidados: Aureliano Neck, Silmara Lobato e Shory, além das baterias de Boêmios do Laguinho e Piratas Estilizados.

 

Homenagem
Cantor e compositor amapaense, Nivito Guedes, faz o show ‘As Cores da Minha Terra’, nesta sexta (7), no Garden Shopping, a partir das 20h, com Helder Brandão iniciando a noite. Uma bela homenagem às mães. Mais informações: 98118-2610.

 

Atração
Banda nordestina de forró, ‘Noda de Cajú’, será a atração de encerramento do Festival de Quadrilhas Juninas que a Prefeitura de Macapá vai realizar de 24 a 26 de junho, no Complexo Mercado Central. O show nacional será na última noite.

 

Nas plataformas
Disco da cantora amapaense, Mayara Braga ‘Negra da Luz’, já disponível em todas as plataformas digitais. São 8 belas músicas que compõem o álbum. O projeto é patrocinado pela Natura Musical.

 

‘Eu Sou da Amazônia’
Título da música do poetinha amapaense, Osmar Júnior, gravada pela cantora Dani Li e que é um sucesso.
“Quando eu disser que estou partindo, você pode acreditar que o meu coração navega nos rios, que a minha canção voa por aqui…”.

 

‘Senhora Inspiração’
Título da nova música do cantor e compositor, Naldo Maranhão, já no repertório do próximo disco. “Te quero de manhã cheia de manha. Saindo à francesa ou chegando da Espanha…”.

 

‘Abaladora’
Título de uma música de Thamires Tannous, Marina Peralta e Makely Ka, em homenagem a todas as mulheres. “Eu sou a matriarca mãe, gaia na fogueira pagã. Uma cunha tchucarramãe, mulher que cuspiu a maçã…”.

 

 

Dudu Nobre faz show em Macapá, nesta sexta-feira

Um grande show está sendo preparado para marcar a reabertura da sede de Boêmios do Laguinho (Avenida General Osório – 545 – Laguinho) para a sociedade do samba amapaense. Um mix de sambistas vindos diretamente do Rio de Janeiro e também de solo Tucuju, farão parte deste espetáculo que acontece na próxima sexta-feira, 06, a partir das 20h, no Laguinho.
No palco principal do show “A Resenha da Nação”, o convidado é o sambista Dudu Nobre, que traz em seu repertório os maiores sucessos de sua carreira, além de antológicos sambas do carnaval brasileiro. Tudo isso com o requinte especial dos sambistas amapaenses, Aureliano Neck, Silmara Lobato e Shory, além das participações especiais das baterias de Piratas Estilizados e Boêmios do Laguinho.
Dudu Nobre começou na música aos 5 anos de idade, quando ganhou um cavaquinho velho de um porteiro do prédio onde morava, em Vila Isabel. Afilhado do baterista Wilson das Neves, Dudu começou a aprender a tocar instrumentos de percussão durante batucadas com a garotada de Padre Miguel e sob o olhar do mestre Jorjão. Com Henrique Cazes, aprendeu cavaquinho.
Os pais, Anita e João Nobre, pagodeiros de primeira, adoravam reunir os amigos em casa, para uma batucada. Desde cedo, Dudu conviveu com pessoas que, na época, já eram nomes de relevo no samba, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Grupo Fundo de Quintal, Almir Guineto, Neoci de Bonsucesso, Jorge Aragão, Carlos Dafé, Beto sem Braço, Geraldo Babão, Baiano do Cacique, Dicró, Jovelina Pérola Negra, Deni de Lima, Cláudio Camunguelo, Cláudio Jorge, Grupo Só Preto, Pedrinho da Flor, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Nelson Cavaquinho. Não demorou muito para que ele se integrasse nas escolas de samba mirins. Estreou na Alegria da Passarela, quando foi o primeiro campeão, em parceria com Beto sem Braço.
Antes de integrar o grupo de Zeca Pagodinho como cavaquinista, Dudu passou pelas bandas de Dicró, Pedrinho da Flor e Almir Guineto. Com Zeca trabalhou por seis anos, apresentando-se no Brasil e exterior. Dudu compôs cerca de 60 músicas para diversos grupos e intérpretes, antes de gravar o primeiro disco, produzido por Rildo Hora. Fonte: site Sony BMG. O show de Dudu Nobre em Macapá tem a assinatura de Boêmios do Laguinho e DR Produções. Ingressos: Vip R$ 60,00 – Pista: R$ 40,00. Informações: 96 99144-8597. (Comunicação: Cláudio Rogério – 96 99141-8420 – Foto: Divulgação Dudu Nobre).

 

 

COLIBRI: Colibri é um gênero de beija-flores que ocorre na América Central e do Sul. O grupo inclui quatro espécies, três das quais existentes no Brasil. Habitam zonas de floresta montanhosa. Os colibris são os únicos pássaros que podem voar para trás e para frente.

 

 

Quando eu te vi chegando, monera
Tão bonito que era
Eu vi o sol e a lua trazendo
As cores da primavera
Nilson Chaves

 

 

Festival
Prefeitura de Macapá vai realizar o festival de quadrilhas juninas do município, de 24 a 26 de junho, no Complexo do Mercado Central.

Informação repassada pelo diretor presidente da Fumcult, Olavo Almeida, na terça (3), no programa O Canto da Amazônia (Diário FM 90,9).

 

Atração nacional
No dia 26 de junho (encerramento do festival de quadrilhas juninas) a Pefeitura de Macapá vai realizar o show da Banda ‘Noda de Cajú’, no Complexo do Mercado Central.

 

Recurso
Para a realização do concurso de quadrilhas juninas de Macapá a Prefeitura vai repassar 4 mil para cada um dos 24 grupos (20 estilizados e 4 tradicionais). O Edital foi lançado nesta quarta (4). Informações no portal www.macapa.ap.gov.br

 

Edital
Prefeitura de Macapá, através da Fumcult, lançou nesta quarta (4), o Edital (pessoa física e jurídica) para 24 quadrilhas juninas participarem do Festival Junino que a PMM vai realizar de 24 a 26 de junho, no Complexo do Mercado Central. Confira o Edital no portal www.macapa.ap.gov.br

 

Carnaval
Sobre o carnaval 2023, o diretor presidente da Fumcult, Olavo Almeida, disse que a Prefeitura de Macapá vai investir, não somente nas escolas de samba, mas em todos os outros eventos carnavalescos (A Banda, Blocos, etc…).

 

Marabaixo
Grupo Raízes da Favela vai realizar o Marabaixo das Mães, domingo (8), em homenagens ao dia das mães, a partir das 18h. o local é o Barracão Dica Congó ( Av: Mendonça Júnior, 1275 – Centro).

 

Pintura
Artista plástico amapaense, Wagner Ribeiro está trabalhando eu seu novo projeto e em breve teremos novidades. Ele é o administrador da Galeria de Arte Samaúma, no Complexo Marlindo Serrano (Araxá).

 

O “Arraial do Quero Mais”

Os cantores e compositores, Osmar Júnior e Rambolde Campos, criaram, na década de 1990, em Macapá (AP), um projeto musical batizado de “Arraial do Quero Mais”, com o objetivo de estimular o movimento das quadrilhas juninas em todo o estado que, à época, estava se organizando, se multiplicando e se proliferando nos bairros da cidade.
Como no Brasil existem diferentes estilos e uma diversidade cultural de segmentos, este projeto se propôs a criar uma trilha sonora que incentivasse o movimento “quadrilheiro”, sem ferir nossas raízes, e dessa forma, respeitando e valorizando as temáticas dos grupos, mas propondo ao segmento a inclusão de nossa cultura regional, agregando seus valores e ritmos nas letras das músicas. E isso foi aceito e aprovado pelo segmento junino.
O projeto ”Arraial do Quero Mais”, se transformou em um álbum com um CD contendo canções de composições autorais dos dois artistas, Osmar Júnior e Rambolde Campos. O disco tornou-se uma antologia consolidada e com as músicas bastante utilizadas pelos grupos, nos festivais juninos e muito tocadas pelas emissoras de rádios de Macapá.
Desde que esse projeto foi lançado, seus idealizadores realizaram shows em várias cidades do estado, principalmente na época das festas de São João. Em Macapá, onde tem a maior concentração de quadrilhas juninas, Osmar Júnior e Rambolde Campos, percorreram os bairros, levando à toda população, além do entretenimento, a valorização da cultura nordestina em permanente interação com a cultura da região norte, sobretudo do Amapá. Até hoje, os quadrilheiros juninos tocam as músicas desse projeto em seus eventos.

 

 

CURUPIRA: Curupira é uma figura do folclore brasileiro. Ele é uma entidade das matas, um moleque de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal é os pés virados para trás.

 

 

Seu boto dono das águas
Ensine-me a remar
Cortar essas marés de léguas
Cavalgar feito égua

Annie Carvalho

Poeta Tucuju

 

 

Lançado
Novo disco de Nathal Villar, ‘Além da Linfa do Equador’, já está em todas as plataformas digitais. O lançamento aconteceu no final de semana. Parabéns.

 

Santuário
Santuário N. S. de Fátima (bairro Santa Rita) vai realizar shows artísticos de 9 a 13 de junho, a partir das 20h, com cantores regionais. São eles: Jô Freitas e Jacques, Railana e Fred (9), Banda Slide Rock Band, Cléverson Baia (10), Juninho dos Teclados, Nivito Guedes (11), Amadeu Cavalcante, Dani Li (12), Taty Taylor (13).

 

Pré-Festival
Quadrilha junina simpatia da Juventude vai realizar o seu 20º Pré-Forrozão no dia 14 de maio, a partir das 20h, na sede de Boêmios do Laguinho – Laguinho.
Nesse dia a Simpa vai mostrar um pouco de seu trabalho deste ano. O tema é ‘Circo dos Horrores’. Mais informações: 96 99145-7603/98100-7135.

 

Referência
Cantor e compositor amapaense, Batan, é uma referência no repertório variado que apresenta nos shows. Vai do bolero, saudade, brega, internacional, rock e outros estilos e ritmos. Parabéns.

 

Agenda
Na sexta (6) tem show de Nivito Guedes, ‘As Cores da Minha Terra’, no Garden Shopping, a partir das 20h. quem abre a noite por lá é o cantor e compositor amapaense, Helder Brandão. Reserva de mesas: 96 98118-2610 e 98112-7594.

 

Timbres e Temperos’
Título do disco de três artistas cantadores da Amazônia: Enrico Di Miceli, Patrícia Bastos e Joãozinho Gomes.
O repertório é um belo exemplo de valorização de tudo o que o Amapá produz na arte, cultura e cotidiano. Disponível em todas as plataformas digitais.

 

‘Vem Me Namorar’
Título da música de trabalho de Lia Sophia que está em seu novo disco, ‘Eletrocarimbó, lançado recentemente. Já em todas as plataformas digitais.

 

Mauro Cordeiro: ‘O samba e as escolas de samba’

O samba é um gênero musical, mas também constitui um mundo social, um sistema cultural. Esta afirmação implica a compreensão de que existe um mundo do samba, um universo específico composto de valores, crenças, regras, formas de classificação e de entendimento.
Dentro do mundo do samba, as escolas ocupam papel de destaque pois são formadoras de sujeitos. Ao participar de uma escola de samba uma pessoa está, ao mesmo tempo, formulando, articulando e criando saberes, práticas e costumes; e sendo forjado por eles. O indivíduo é formado pela cultura, mas é também seu construtor e isto denota que a cultura é viva, está em constante transformação, modificação, relação, justamente por ser uma prática humana.
O samba é um bom exemplo pois se transformou, muitas vezes, para se manter o mesmo. Escola de samba é uma forma de organização social de base comunitária e territorial que surge no Rio de Janeiro no final da década de 1920. São produtos da experiência histórica de negros e negras que, diante da exclusão do pós-abolição, construíram redes e locais de sociabilidade para manutenção de suas formas de vida e manifestação. São potentes formas de expressão, criadoras de identidades que fornecem sentidos aos seus praticantes.
As escolas são criações autênticas de locais de cidadania em um contexto de negação de direitos. Se a luta por cidadania naquele contexto envolvia a afirmação de sua própria existência, hoje o cenário é outro. Mas este ponto, fundamental, nunca se perdeu. Permanecem, atualmente, como pontos importantes, nos territórios que as abrigam como espaços de cidadania enquanto coletivos, associações comunitárias.
(Mauro Cordeiro – Doutorando em Antropologia -UFRJ, Mestre em Ciências Sociais -PUC-Rio e Licenciado em Ciências Sociais -UFRRJ).

 

 

COLIBRI: Colibri é um gênero de beija-flores que ocorre na América Central e do Sul. O grupo inclui quatro espécies, três das quais existentes no Brasil. Habitam zonas de floresta montanhosa. Os colibris são os únicos pássaros que podem voar para trás e para frente.

 

 

Quando eu te vi chegando, monera
Tão bonito que era
Eu vi o sol e a lua trazendo
As cores da primavera
Nilson Chaves

 

 

Samba
Na sexta (6) tem show do consagrado sambista brasileiro, Dudu Nobre, na Resenha do Samba, na sede de Boêmios do Laguinho, a partir das 20h.
Atrações locais: Baterias de Boêmios do Laguinho e Piratas Estilizados, Silmara Lobato, Neck e Shory.

 

Blitz Cultural
Em homenagem as mães, a Federação de Teatro vai realizar a 1ª Blitz Cultural, no sábado (7), no Mercado Central, a partir das 16h. entrada franca.

 

Eventos
Nesse mês de maio inicia a agenda dos pré-festivais das Ligas, Federações, associações e de quadrilhas juninas. Serve de preparação para os festivais oficiais, em junho.

 

Eleição
Conselho estadual de Política Cultural vai realizar eleição para conselheiros no dia 22 de maio, das 8h às 17h, no colégio Gabriel de Almeida Café (antigo CCA). O período de campanha e debates entre os candidatos é de 8 a 20.

 

‘Maria Bonita’
Título do novo disco da banda amapaense Mini Box Lunar, com seis faixas, com produção e direção musical de Otto Ramos, um dos integrantes da banda.
O projeto é patrocinado pelo Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc. As músicas do EP já estão disponíveis nas plataformas digitais.

 

‘Faces da Vida’
Nome do grupo musical amapaense formado pelo DJ Luciano Milagre e MC Rafa. Eles gravam versões das músicas regionais no ritmo do Hip Hop. É um belo projeto.

 

‘Amor Negro’
Título da música de Enrico Di Miceli, gravada por Edilson Moreno em seu primeiro disco, em 1992. O tema é uma homenagem ao centenário da Abolição da Escravatura.

 

O que é música Gospel?

A música gospel é conhecida como um ritmo e um estilo musical religioso de grupos cristãos. O termo também é utilizado para fazer referência a músicas evangélicas. Presente principalmente em cerimônias religiosas e costuma ter como tema principal a adoração a Deus, a Cristo ou ao Espírito Santo.

 

A música gospel é escrita e executada por muitos motivos com motivo religioso ou até cerimonial, ou como um produto de entretenimento para o mercado comercial. No entanto, o tema obrigatoriamente abordado na música gospel é o louvor, adoração ou graças a Deus.

 

Em inglês, ‘gospel’, derivada do inglês ‘God-spell’ que significa Deus soletra, e as pessoas fazem alusão por algum motivo sem ser mencionado como ao Evangelho bíblico que nos narra as boas novas ao mundo. A vinda de Cristo ao Mundo —, pelos livros dos Evangelhos Canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Uma tradução literária da palavra grega, euangelion para o Inglês eu- ‘good’, – angelion ‘message’, que significa em Português, boa mensagem.

 

Originalmente, no grego Clássico, angelion referia-se a gorjeta que se dava ao mensageiro que entregava uma (eu = boa) mensagem (o antigo correio), mas já dos anos de Cristo a palavra se cunhou no significado de mensagem. A palavra grega, ‘euangelion’ é também a fonte do termo ‘evangelista’. Os autores dos Evangelhos Canônicos Cristão são conhecidos como os evangelistas. Geralmente, nos Estados Unidos, o termo gospel é uma referência a trabalhos do gênero de literatura cristã antiga.

 

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Meu coração tropical
Amanheceu batucando por você
Eu não sou anormal
Aqui do outro lado do Brasil

Osmar Júnior

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‘Sacada Cultural’

Nome do novo projeto do programa O Canto da Amazônia (Diário FM 90,9), lançado na sexta (29), às 16h.

Teve participação de vários artistas da música regional, samba, poesia, produtores, apresentadores e outros convidados. “Essa foi uma boa sacada”, disseram os artistas.

 

Samba

Amigo músico e cantor, Zeca Mazagão está no grupo de samba, Pegada de Gorila, seu novo projeto. Parabéns.

 

Empossado

Jocildo Lemos foi empossado, neste sábado (30), o novo presidente da Liesap. O vice-presidente é Rogério Furtado que deixou a presidência da escola de samba, Unidos do Buritizal. O desafio é grande. Boa sorte.

 

Marabaixo

Neste domingo (1) tem programação do Ciclo do Marabaixo, na Favela. É o Marabaixo do Trabalhador.

A partir das 12h, no Barracão Tia Gertrudes (Av: Duque de Caxias, 1203 – bairro Santa Rita). A realização é do grupo Berço do Marabaixo.

 

Referência

A ativista cultural, Del Marabaixo, é uma referência no quilombo de Campina Grande (Macapá), onde tem seu trabalho reconhecido e respeitado. #MeRepresenta.

 

‘Aqui no Quintal’

Título da música do poetinha Osmar Júnior, do novo projeto desse artista tucuju. Com participação especial de Nilson Chaves, a interpretação ficou lindona. Ouça no programa ‘O Canto da Amazônia’ (DiárioFM 90,9), às 16h, ele toca a nossa música.

 

‘Catirina’

Título de uma bela música do poetinha, Osmar Júnior, gravada pela cantora Claudete Moreira. Linda interpretação. “Catirina meu desejo é teu beijo minha flor. Ê Catirina, Catirina meu amor…”.

Quando o samba vai ao cinema

O samba foi personagem de momentos gloriosos do cinema nacional. Do bom humor das chanchadas às dramáticas tramas do realismo do Cinema Novo, o gênero musical teve papel de protagonista, tanto na composição de personagens quanto na ambientação de tramas passadas no País.

O maior elo entre os universos do cinema e do samba foi sem dúvida a cantora Carmem Miranda. Ao ir para Hollywood, Carmem ajudou a disseminar a música popular brasileira mundo afora. Muitos foram os sambistas que viram suas carreiras deslancharem depois de tocarem na sala escura. A lista de notáveis inclui Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e Zé Keti.

Com a popularização do rádio e a chegada dos filmes sonoros ao cinema, nos anos 30, o samba ganhou de vez as casas e a vida dos brasileiros. Os dois novos meios de comunicação ajudaram a fomentar a indústria da música no país. Com enorme popularidade, os filmes produzidos por estúdios como Cinédia e Atlântida deram visibilidade a cantores, compositores e temas de sambas e de gêneros carnavalescos, como as marchinhas. Artistas, técnicos, músicos e sambistas conseguiram se estabelecer profissionalmente com seus trabalhos artísticos. Nesta época áurea da música, o desfile das escolas de samba foi incluído no calendário de festas oficiais do Distrito Federal.

O cineasta, crítico e professor de cinema Sérgio Moriconi destaca o papel das comédias musicais brasileiras como primeiro espaço ocupado pelo samba no cinema. “Nesses primórdios, esse estilo ainda nem era conhecido como chanchada. Chamavam de filmes carnavalescos. Abriam espaço para as marchinhas, mas também traziam sambas, como os de Ismael Silva e Ataulpho Alves. Mário Reis era figura constante nas telas”, conta.

Após conquistar o território brasileiro, o samba ganhou o mundo e muito disso se deve à projeção de Carmen Miranda no exterior, após chegar à Broadway, em 1939, e, em seguida, a Hollywood, consagrando-se como estrela das telas. “No plano internacional, Carmen Miranda legitimou o samba como expressão da nossa cultura”, observa Moriconi.

A relação que Carmem estabeleceu entre o Brasil e os Estados Unidos foi tão forte que levou o empresário Walt Disney a criar o personagem Zé Carioca, apresentado na animação Você Já Foi a Bahia? (www.cultura.gov.br)

 

 

CUITELINHO: Música brasileira com origem no folclore do Pantanal de Mato Grosso. Considerada uma das mais lindas músicas do cancioneiro popular brasileiro, Cuitelinho (denominação regional para Beija-flor) conta, à maneira do povo, uma pequena história de saudade, que pode ser interpretada como a saudade de um soldado brasileiro que lutou na Guerra do Paraguai. A letra foi recolhida por Paulo Vanzolini durante uma pescaria.

 

 

No Curiaú tem tambor marabaixo
São José é minha fé na beira mar
Isso é o Amapá
Ver nossas tradições rio acima e abaixo
Ivo Canuty

 

 

Empolgação
Cantor e compositor amapaense, Nivito Guedes é autor do samba de empolgação da escola de samba Piratas Estilizados, cantado na concentração da agremiação, antes de cada desfile.

 

‘A Pausa’
Título da música campeã do 1º Festival de Música realizado pela Assembleia Legislativa do Amapá, em 2011, quando aquela casa completou 20 anos de criação.
A canção vencedora é de composição de Serginho Salles, com bela interpretação de Ingrid Sato.

 

‘Belém’
Título da nova música do cantor e compositor paraense, Edilson Moreno, já no repertório do próximo disco. O artista tem muitos clássicos gravados por outros cantores.

 

Poesia e música
Poeta amapaense, Pedro Stkls, tem um belo projeto que une poesia e música com muita qualidade.
O talentoso artista tem uma linguagem regional em suas obras com pitadas do tempero amazônico. Em breve o lançamento de seu primeiro livro.

 

Qualidade
Produtor musical amapaense, Alan Flexa, coordena o Studio de Produção Artística Zarolho Records, que oferece serviços de produção musical, gravação, edição e masterização. Confira em sua página, no Facebook.

 

‘Rizoma da Mani’
Título da nova música de Naldo Maranhão em parceria com Afonso Sabão. A canção faz parte do próximo disco do artista e logo será lançado.

 

‘Ilhas Que Bailam’
Título de uma das músicas de Osmar Júnior e Fernando Canto, que está no disco “Piratuba a Cantoria no Lago”, do poetinha Osmar Júnior.