Wellington Silva
Cenários do Amapá busca apoio institucional
Não gosto muito de falar publicamente de mim mesmo! Pode soar como exaltação ou mesmo boçalidade! Mas, no meu caso explícito de desencantos e desalentos, soa mais como desabafo de um amapaense renegado a portas fechadas, por assim dizer, após 5 anos em pontas de faca!
Falo de minha obra, Cenários do Amapá, de 236 páginas, já em sua 5ª Edição, acesso on line gratuito, devidamente postada no jornal Diário do Amapá, no site da Secretaria de Planejamento-Seplan, da Academia Amapaense Maçônica de Letras-AAML e do grupo de estudos da Unifap, obra que vem sendo lamentavelmente ignorada para publicação após sua aprovação no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, aprovação ocorrida no dia 21 de novembro de 2023, Requerimento nº 3543/2023-AL, protocolado no dia 26 de outubro de 2023, de autoria do deputado estadual Júnior Favacho. A obra está referendada através de carta pelo ex-Presidente da Academia Amapaense de Letras e pelo Vice-Presidente da Academia Amapaense Maçônica de Letras, o saudoso Confrade, Irmão e amigo Fernando Pimentel Canto, documentos datados do dia 16 de abril de 2024, ambos endereçados a Diretoria Geral da Escola do Legislativo.
Em 2019, por falta de recursos a Fumcult negou pedido de apoio para publicação da referida obra assim como o Sebrae/Ap. No dia 18 de julho de 2024, através de carta, tentamos apoio da Vice Governadoria e até hoje não obtivemos resposta. Tentamos também obter apoio da Secretaria Estadual de Cultura e não conseguimos resposta. O Conselho de Editoração do Senado Federal, em seu parecer, fez elogios ao conteúdo da obra mas deu parecer negativo por se tratar mais de um trabalho de caráter estatístico do que literário, frustrando literalmente nossas expectativas.
Cenários do Amapá é um trabalho, tenho plena convicção e certeza, de cunho informativo estratégico sobre a história e dados estatísticos dos 16 municípios que compõe nosso Querido Estado do Amapá.
Seu conteúdo contém dados sobre a população de cada município, total de homens e mulheres por variação de faixa etária, PIB, IDH, Finança Pública, Educação, Saúde, Extração Vegetal e Silvicultura, Lavouras Temporária e Permanente, Pecuária, etc…
Alguns, por falta de informação ou má fé argumentam que os componentes informativos da obra estão no site do IBGE e que a obra vez por outra vai requerer atualização. A estes, de bate-pronto respondo o seguinte:
O que é mais prático e objetivo? Você procurar o telefone de alguém em um catálogo telefônico ou rapidamente solicitar seu número?
Se publicam anuários, planos, boletins e projetos, anualmente, Cenários do Amapá não seria digno de publicação anual como ferramenta compiladora de informações sobre nossa região para ser divulgado na ExpoFeira e em outros eventos importantes?
O que vem frustrando uma plêiade de escritores é justamente a grande dificuldade e até descaso institucional para a publicação de obras de caráter informativo.
Enquanto isso estelionatários sulistas empavonados 171 incrivelmente conseguem trânsito livre nos bastidores do poder para fechar “grandes negócios” e obter importantes financiamentos.
O mais absurdo é que tais figuras conseguem “facilidades” de trânsito em gabinetes, por assim dizer, e depois chegam a dar absurdos golpes na praça.
É como diz o personagem Jovem, criação do genial Chico Anisyo:
“A gente fica olhando assim, oh! com cara de bundão”!
Esperamos, sinceramente, com este artigo, despertar um melhor e mais que merecido tratamento respeitoso para com escritores e pesquisadores, principalmente os portadores de obra para publicação com conteúdo informativo sobre o Amapá.
Em sua primeira edição Cenários do Amapá obteve mais de mil acessos on line no site do Diário do Amapá!
Assim seja!
Amém!
O Cowboy Supremacista em… A forca!
A “desgraceira” já é quase geral!
Como previ, os “tarifaços” de Donald Trump contra o mundo globalizado estão começando a levar a América do Norte à sérios problemas econômicos!
E isso já não é um tiro no pé e sim a própria forca para um algoz!
Trump criou o seu próprio cadafalso!
Irá se enforcar no próprio nó da forca que tenta criar para literalmente bagunçar o já tradicional multilateralismo comercial entre nações.
Desacata velhos tratados internacionais e defende de maneira intransigente e inconsequente uma política unilateralista que só vem ultimamente causando grandes estragos na economia americana e mundial.
Aonde este cowboy supremacista de tão elevados instintos de dominação quer chegar?
Aos píncaros da glória do caos econômico!?
O pior de tudo é que ele está mais pra Putin do que para a Europa e Ucrânia, ex-território soviético que se vê agora envolto em uma perigosa rede de intrigas envolvendo pesados interesses em minerais estratégicos.
Afinal de contas, o que se pode esperar de um velho negociador astuto não muito afeito a ética e a moral?
Olhos bem abertos, Sr. presidente e líderes mundiais, pois o teatro de operações que pode se passar na cabeça desta “figura” nada gente boa já está começando a apresentar inesperados pratos feitos nada digeríveis para a comunidade internacional.
Ao que se vê o mercado e o lucro descarado é muitíssimo mais bem importante para ele do que vidas humanas.
Vidas humanas importam, Sr. Trump!?
O legado desta figura supremacista para a América do Norte e para o mundo livre só não será o caos por que ele não é Deus e não é o Senhor do mundo!
Portanto, vida longa à democracia, a ética, a retidão, aos Direitos Humanos, a Carta das Nações e aos tratados internacionais!
Paz na Terra aos homens e mulheres de boa vontade!
Bolsonaro e a máquina golpista, um velho problema?
Em brilhante voto proferido a ministra Carmen Lúcia do Superior Tribunal Federal – STF deu uma verdadeira aula sobre a triste memória histórica da velha política golpista brasileira.
Disse que não se planeja e não se faz um golpe em um mês, em uma semana e muito menos em um dia!
Citando a obra a Máquina do Golpe: 1964 como foi desmontada a democracia no Brasil, de autoria da brilhante Professora Eloísa Murgel Starling, Carmen Lúcia elucida fatos desconhecidos da grande maioria dos brasileiros.
Ela traça um necessário roteiro histórico e cita uma das maiores historiadoras do Brasil:
Eloísa Starling, repetimos!
Nesta notável obra a autora evidencia passo a passo como e de que forma a máquina do golpe se institucionalizou no Brasil desde a era Vargas até culminar na intervenção militar de 1.964, ou golpe de 64.
Sempre citando Eloísa Starling a ministra deixa claro, em sua narrativa, como e de que forma, historicamente, a máquina do golpe foi sistemática para desmontar a democracia brasileira.
O “suicídio” de Getúlio Vargas, as tentativas de não empossar Juscelino no cargo de presidente do Brasil e a derrubada abrupta de Jango do cargo de presidente da República Federativa do Brasil, em 1.964, sem dúvida alguma mostra a evidente movimentação da força bruta para subjugar a jovem democracia brasileira.
Este infeliz ideário golpista acabou de certa forma enraizado na mentalidade e conceito das forças militares do Brasil a um tal ponto de um jovem militar do Exército brasileiro, em 1.986, chamado Jair Messias Bolsonaro, ter a absurda ousadia de tentar explodir quartéis, junto com outros oficiais, e tudo por causa de baixos salários. A análise grafotécnica aferiu ter sido ele o autor do croqui para o atentado. Ficou preso por 15 dias por ferir a ética militar e gerar inquietação e subversão no meio militar do Exército.
Mesmo sendo sabedores de todos estes atos & fatos uma cúpula das Forças Armadas e da velha política nociva e reacionária brasileira resolvem “endossar” e apoiar o nome de Bolsonaro à presidência da República.
Deu no que deu!
O resto da história, presente, todo mundo já sabe, a começar pela aberração golpista do 8 de janeiro de 2023, ou intentona bolsonarista do 8 de janeiro, um plano desesperado de tentativa totalitária de manutenção de Bolsonaro no poder após a posse de Lula.
A ideia central era eliminar o presidente recém empossado, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, o ministro do STF Alexandre de Moraes e os presidentes das duas casas legislativas, deixando o país sem comando!
Neste curto espaço de tempo bombas e atentados foram descobertas e desarmados e os golpistas aos poucos foram sendo presos e depois julgados, sim por que em qualquer democracia do mundo atos desta natureza são considerados crimes gravíssimos!
E porque são considerados crimes gravíssimos?
Evidentemente por que a institucionalização do golpe persegue, humilha, tortura e literalmente mata pessoas e a democracia.
Revelações…
Incrível é como as formas reveladoras de expressão das crenças humanas mudam um pouco, de uma para outra, e como o objetivo é sempre o mesmo:
A busca permanente da Luz!
A página 73, da antológica obra Os Exilados de Capela, de Edgard Armond, com mais de 300 mil exemplares vendidos, em sua 4ª edição, 5ª reimpressão (fevereiro/2014), evidencia uma narrativa sobre a tradição religiosa dos hindus. E Blavatsky, na parte divulgada ao Ocidente, revela:
– Seres gloriosos, aos quais seu aspecto brilhante valeu o título de Filhos do Fogo, constituem uma Ordem Sublime entre os Filhos de Manas. Eles tomaram sua habitação sobre a Terra como instrutores divinos da jovem humanidade.”
“O Céu é meu pai, ele me engendrou. Tenho por família toda essa companhia celeste. Minha mãe é a grande Terra. A parte mais alta de sua superfície é sua matriz; o Pai fecunda o seio daquela que é sua esposa e sua filha.”
Vejamos agora a passagem de um antigo hino védico:
Oh! Agni Fogo Sagrado! Fogo Purificador!
Tu que dormes nas florestas e sobes em chamas brilhantes sobre o altar,
tu és o coração do sacrifício, o impulso ousado da oração,
a fagulha Divina em todas as coisas e a alma gloriosa do sol.
(Da obra Os Grandes Iniciados, de Édouard Schuré, página 28, As Raças Humanas e As Origens da Religião.)
Observem este belo pensamento, puro antigo egípcio:
Ma’at-neb-men-aa, ma’at-ba-aa
Para pesquisadores, seu significado é:
Grande é o Mestre da Retidão, Grande é o espírito da Retidão.
Trata-se de um conceito original egípcio que engloba uma série de ideias:
Verdade, justiça, harmonia e retidão moral.
Os chamados Textos da Pirâmide 357, 929, 935 e 1707 se referem à descendência do rei morto (Horus), do Antigo Egito, como sendo a Estrela da Manhã.
E é interessante notar a significação do hieróglifo egípcio para Estrela da Manhã pois ele
tem o significado literal de “Conhecimento Divino”:
“Os juncos flutuantes do céu estão postos em seu lugar para mim, para que sobre eles eu atravesse até Rá no horizonte… eu me erguerei entre eles, pois a lua é meu irmão e a Estrela da Manhã é meu descendente. . .”
(Da obra A Chave de Hiram, de Christopher Knigth e Robert Lomas, com comentários de Zé Rodrix)
Vejamos agora uma belíssima passagem que evidencia toda a profissão de fé a Fonte Fecunda de Luz, de Felicidade e de Virtude, na obra Os Manuscritos do Mar Morto, de Geza Vermes. Ela mostra uma bela narrativa da Fraternidade Essênia falando sobre Verdade, Retidão, Pureza, Caridade, Amor:
“Da fonte de Seu conhecimento; meus olhos viram Suas obras maravilhosas,
E a luz de meu coração, os mistérios vindouros.
Ele que é eterno é o apoio de minha mão direita;
o caminho de meus passos é sobre rocha firme que nada deverá abalar;
pois a rocha de meus passos é a Verdade de Deus
e Seu poder é o apoio da minha mão direita.
É da fonte de Sua retidão que advém minha absolvição
E de seus maravilhosos mistérios advém a luz de meu coração.
Meus olhos fitaram, esgazeados, o que é Eterno.
A sabedoria ocultada aos homens, o conhecimento e os sábios planos
ocultados aos filhos dos homens; uma fonte de retidão e um manancial de poder,
uma nascente de glória escondida do conjunto feito de carne.
Deus doou-os aos Seus eleitos para que fossem uma propriedade eterna,
e fez com que herdassem o destino dos Santos.
Ele uniu a assembleia dos eleitos aos Filhos do Céu,
para que fosse um Conselho da Comunidade, a base do edifício da Santidade,
e a plantação eterna pelos tempos que virão”.
Os Manuscritos do Mar Morto ou Textos Sagrados de Qumran, escritos em aramaico e hebreu muito antigo, foram por acaso achados em 1947 por um garoto, um pastor beduíno, em uma quase inacessível caverna perto da praia do Mar Morto, cerca de oito milhas ao sul de Jericó, Deserto da Judéia. Esses manuscritos ficaram intocados durante quase dois mil anos.
Mas, a pergunta que ainda não quer calar continua:
Porque boa parte da história arqueológica e antropológica é permeada de referências ao celeste e ao espacial?
A resposta está lá fora?
O que lhes diz os milhares de desenhos rupestres espalhados pelo mundo, a escrita cuneiforme suméria, os hieróglifos egípcios, os mistérios gregos e as mensagens olmecas, maias e astecas?
Há muitas moradas na casa de meu Pai?
Estamos sós no Universo?
Somos a única fonte de conhecimento no Universo?
Out there,
lá fora…
Lula e a economia
Me parece que aliados e a comunicação presidencial ainda não conseguiram dar a devida visibilidade pública sobre o que o presidente Lula vem fazendo na agenda Brasil, a exemplo de zerar impostos sobre alimentos, aumentar a cesta básica, e por aí vai…
Se levarmos em consideração a última visão da população, registrada pelo Ipec, que ouviu 2 mil pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 7 e 11 de março, teremos então um cenário preocupante de desinformação.
Um total de 40% respondeu que aprova o governo Lula enquanto que 55% desaprova. O nível de confiabilidade no governo caiu e registrou 58%.
Motivo:
A economia, preços, custo de vida…
Eu sinceramente fico me perguntando:
Quem lembra do bolsonarista Paulo Guedes e de sua desastrosa atuação à frente da economia brasileira enquanto comandava o elefante branco chapa branca intitulado “Ministério da Fazenda, Planejamento e Economia, durante o governo Bolsonaro?
Quase ninguém lembra, mas eu não esqueço não!
Nestes meus bem passados 33 anos de atuação como articulista do Diário do Amapá eu honestamente nunca tinha visto ser fundido (para não usar expressão pejorativa) fazenda com planejamento e economia, “geringonça” que depois foi desfeita no governo Lula.
E já dizia meu pai, Professor João Lourenço da Silva, especialista em planejamento e orçamento, que “uma coisa é uma coisa e outra cousa é outra cousa”.
Evidentemente, o planejamento é o começo do começo de qualquer ação, programa, plano ou projeto. O orçamento já é a fase finalística daquilo que previamente se pensou como atividade planejada.
Quem lembra do “grande escangalho” neoliberal que Paulo Guedes fez na economia do Chile, durante a ditadura de Pinochet, na década de 80, e no Brasil, durante o governo bolsonarista?
Retornando ao presente, a pandemia de covid-19 somada a política negacionista, entreguista e predadora do governo bolsonarista sem dúvida alguma que promoveu uma boa “negativada” na nossa imagem e na economia do país para a comunidade brasileira e perante a comunidade internacional.
E agora, em 2025, ainda por cima temos de “encarar” as aberrações tarifárias impostas pelo supremacista Donald Trump contra o Brasil e o mundo, papos & fatos que já estão abalando tanto a economia americana como a mundial.
Eu, na minha simplista missão de formador de opinião já tinha cantado esta pedra desagradável logo após ouvir na televisão o discurso supremacista do presidente americano, que ele certamente iria dar tiros no pé!
E não deu outra!
E o que se pode esperar de uma criatura desta natureza!?
Very, very cagadas!!!
É hora de fazer uma profunda reflexão sobre tudo e sobre todos, unir as forças internas e internacionais, fazer frente ao porvir e levantar a poeira e dar a volta por cima!
É isso aí!
Os deslizes perceptíveis do Oscar
Me parece que o “Senhor Oscar” queria aprontar umas com a gente nos States, a começar por aquele “figuraço” apresentador sem graça com “pintas” de boneco de filme de terror. Seus comentários, de muitíssimo mal gosto, e suas piadinhas ácidas e sem graça deixaram no ar palavras de preconceito com o Brasil e no particular com o cinema brasileiro, leia-se, Ainda Estou Aqui.
Mas, pior que isso foi o comportamento nada ético dos jurados que colocaram o filme “Anora” como a excepcionalidade das excepcionalidades, algo “altamente” fantástico, quando, na realidade, fantástica foi a incrível atuação de Fernanda Montenegro em Ainda Estou Aqui ao interpretar o papel de Eunice Paiva.
Incrível também foi a atuação de Demi More interpretando o papel principal no impactante filme A Substância!
E o que me dizem de Duna com seus vermes, uma dramática e impactante visão surrealista de futuro?
Sinceramente, ficaria muitíssimo mal para o “Senhor Oscar” se por acaso nenhum troféu fosse dado ao filme brasileiro Ainda Estou Aqui.
“Entonces”, se Ainda Estou Aqui ganhou o troféu de Melhor Filme Internacional, porque não ganhar então o de Melhor Filme?
Muitas perguntas ficaram na cabeça de muitos…
O certo é que Ainda Estou Aqui foi record de público em todo o mundo, razão para se criar mais um título ao Oscar:
Melhor Público, ou coisa parecida…
Sob a direção de Walter Salles e produção original do Globoplay, “Ainda estou aqui” é a história da vida real de Eunice Paiva em plena ditadura militar no Brasil.
O drama de Eunice começa exatamente no momento em que agentes da ditadura “convidam” o Deputado Federal Rubens Paiva, seu esposo, (papel muito bem interpretado pelo ator brasileiro Selton Mello) para uma espécie de “entrevista de averiguações”. Ela vislumbra a cena da despedida da porta de sua casa, com o coração apertado, e, desde este dia, nunca mais o viu…
E assim Eunice passa 40 anos de sua vida em uma busca inglória e angustiante como advogada e mãe do escritor Marcelo Rubens Paiva para tentar descobrir a verdade sobre o paradeiro de seu marido.
Sobre o momento presente que estamos vivendo de radicalismos, de pensamentos e regimes totalitários, Fernanda assim se expressou:
“Enquanto vemos tanto medo no mundo, esse filme nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos difíceis como esses”.
A luta de Eunice Paiva é exatamente a luta de todos aqueles que lutaram e ainda lutam contra o totalitarismo. E o grito, deve ecoar sempre alto e uníssono:
Ainda estamos aqui!!!
Hannah Arendt e a banalidade do mal
Sem nos darmos conta no tempo e no espaço a gente percebe que boa parte da sociedade mundial aos poucos vai se conformando ou se acostumando com a banalização do mal em todas as suas formas, cores e nuances perversas. Os que por ventura se insurgem contra este mal logo são taxados de loucos, anarquistas e subversivos, por que via de regra a estratégia é exatamente a de desmoralizar e depois esmagar opositores.
Obviamente, assim age o movimento bolsonarista no Brasil, o trumpismo nos Estados Unidos da América, Maduro na Venezuela, Putin na Rússia e na Ucrânia e Netanyahu em Israel e Gaza, por exemplo…
Eis, senhores, a natureza do pensamento totalitário, qual seja a de total ampliação equalizada e sistemática de sua doutrinação sobre as massas desvalidas e desinformadas.
Foi assim com o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e o franquismo na Espanha!
A partir do julgamento do nazista Adolf Eichmann, em 1.961, Hannah Arendt, filósofa e teórica política judaico-alemã, propõe uma séria análise sobre a chamada banalização do mal na sociedade contemporânea. Em sua avaliação, após observar a frivolidade no depoimento e comportamento de Eichmann, ele afirmando que apenas cumprira com o seu dever, ela concluiu o seguinte:
“A maldade não se dá por causa da natureza de caráter ou de personalidade, mas sim pela incapacidade de julgar e conhecer as situações, os fatos, as estruturas e o contexto.”
Sempre digo aos amigos e leitores que um bom historiador, assim como um bom advogado, tem a obrigação moral de analisar minuciosamente os fatos pois certamente existe a versão oficial, um lado, o outro lado e os bastidores com novos fatos apresentados. É mister não se deixar levar por influências externas, realizar o estudo comparativo dos fatos e rascunhar seu próprio juízo de valor.
A banalização do mal a que Hannah se refere é exatamente a perversa rotina diária de trabalho dos oficiais nazistas. Foi esta cega rotina de cumprimento fiel do dever que fez Eichmann se declarar inocente por diversas vezes dos diversos crimes cometidos.
Sua destacada função no Departamento de Segurança de Berlim o tornou grande responsável pela morte de milhares de judeus, ciganos, comunistas, afrodescendentes, gays, lésbicas, crianças autistas e crianças com dificuldades motoras. Ele só foi descoberto em meados dos anos 60 através do serviço de inteligência de Israel, o Mossad, escondido e com identidade falsa na Argentina.
É exatamente a partir deste momento de frivolidade nas narrativas de Karl Adolf Eichmann, em seu julgamento em Jerusalém, que Hannah Arendt passa a teorizar sobre a questão da banalização do mal, justamente a pulverização da razão e da coerência do ser humano para dar lugar a bestialidade como algo normal, natural e rotineiro…
Hannah nasceu na Alemanha, em 14 de outubro de 1.906. Faleceu em 04 de dezembro de 1.975, aos 69 anos.
É autora das notáveis obras:
Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal;
Origens do Totalitarismo: Antissemitismo, imperialismo, totalitarismo;
A Condição Humana.
Cupixi, tragédia evitável?
Como evitar um desastre ambiental da proporção recentemente ocorrida no Estado do Amapá na área de garimpo localizada na região do Cupixi, município de Porto Grande?
O mau exemplo clássico no Brasil continua sendo a famigerada barragem de rejeitos de mineração denominada de “fundão”, localizada no município de Mariana, Minas Gerais, um empreendimento conjunto envolvendo a mineradora Samarco, Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, consideradas as maiores do ramo.
Porque a barragem de Mariana rompeu, assim como a do Cupixi, em Porto Grande?
No bom português direto ao ponto é o que nós popularmente podemos chamar de “galiqueira”, remendo mal feito, improviso, “arranjo”, obviamente optando-se pela economicidade para não gerar grandes gastos em investimentos necessários de segurança.
Eis, senhores, o ponto da questão!
Até que ponto a economicidade na segurança da atividade mineral pode sobrepor a saúde da segurança de vida da Mãe Natureza e da comunidade arredores?
Esta é a grande pergunta que não quer calar uma vez que até as grandes mineradoras, detentoras de grande capital, por vezes negligenciam a norma primaz de segurança para optar por algo mais barato. Algo que não implique em grandes custos e ignore o risco de uma grande tragédia ambiental.
A “galiqueira”, o remendo mal feito, o improviso, somada as fortes pancadas de chuvas, acabaram por provocar fissuras, fendas nas tais barragens de Mariana e agora, do Cupixi, tudo culminando em uma grande desgraça ambiental.
Haveria como prever tais desastres ou impedir o pior?
A perícia o dirá, no caso específico do Cupixi, mas creio certamente que sim, se houvesse mais cuidado com projetos de improviso, as atividades ilícitas e as absurdas articulações políticas.
Desde o Zoneamento Ecológico Econômico-ZEE que venho observando uma pressão do setor de mineração para “liberar geral” a atividade no Amapá, eles sempre com o velho argumento de melhora do PIB, geração de riquezas, etc e tal…
A questão de ordem que levantei no ZEE Amapá, em Macapá, no parque de exposições da Expofeira, é que a atividade de mineração pode ser uma boa opção desde que ela traga em seu bojo a boa segurança jurídica e ambiental com evidente retorno social para a comunidade. E bem sabemos que existe um abismo atual entre o ambientalismo cultural e o pensamento predador conservador bolsonarista.
O ambientalismo cultural defende a Mãe Natureza e se baseia no conceito da sustentabilidade ambiental através do conservacionismo ou do preservacionismo, dependendo da situação ambiental ou necessidade regulatória. Já o pensamento predador conservador bolsonarista simplesmente defende a exploração dos bens minerais a qualquer custo com o velho argumento de melhora do PIB e de geração de riquezas.
Eu sinceramente considero que não se pode falar de mineração sem a construção de um conjunto claro de regras normativas, padrões que devem nortear a atividade para maior segurança da Mãe natureza e da coletividade.
Sem isso, estaremos sempre nos deparando com tais desgraças, até que tudo se acabe, ou não!
Super Trump, o supremacista, em… Tiros no pé!
Anotem bem o que digo, dia e horas:
Mister Trump, “el grandioso” supremacista, dará tiros no pé!
A primeira onda de reação contra a “matraca” giratória de mister Trump foi o inesperado e muito bem aplicado golpe de Jeet Kune Do, estilo Bruce Lee, de parte dos chineses contra as tais Big Techs norte americanas, leia-se Elon Musk e demais associados ao governo “trump post”.
Com o discurso de fazer os “states” novamente grandioso o presidente da maior potência militar e econômica do planeta inesperadamente aparece com uma série de medidas contrárias ao seu discurso de campanha em proteger imigrantes legais. Briga na justiça e tenta a todo custo expulsar trabalhadores latinos e outros imigrantes devidamente documentados, eles que sempre deram movimento econômico ao setor de bens e serviços, ao comércio, hotéis, restaurantes, agricultura e turismo.
Sua tentativa insana em tentar demitir cerca de dois milhões de servidores públicos já foi parar na justiça, acionada por sindicatos!
Qual a alegação d’ele, e de Elon Musk?
Enxugar a máquina pública substituindo o homem pela máquina, sim porque na visão de Trump & Musk a máquina com certeza será programada para dizer sim senhor sem cobrar salário, férias, 13º salário, auxílio creche, auxílio alimentação e por aí vai…
E danem-se os humanos e o desemprego!
Mas, a coisa não para por aí!
Os chamados “tarifaços” de Trump contra produtos de outros países já começam a provocar movimentos de várias nações, como, por exemplo, a delicada questão do aço envolvendo Brasil, Canadá e México.
Nesta briga de “cabo de aço”, quem sairá perdendo?
A grande maioria, que detém o produto, a matéria prima, e obviamente são um grupo de interesses em comum, ou o “pastor alemão”?
Eu sinceramente antevejo nos Estados Unidos da América e mundo afora muitas ações judiciais contra o governo supremacista de Donald Trump!
Mundialmente já se desenha forte reação política, jurídica e econômica contra este senhor que parece desconhecer tratados internacionais. Ignora acordos políticos e econômicos históricos entre países e de tabela tenta se apropriar daquilo que politicamente e geograficamente não é seu como é o caso do canal do Panamá e da Groenlândia.
Com certeza, dia vai, dia vem o caso irá parar em corte internacional, como “sói” acontecer com o velho Golfo do México que agora “mister supremo” quer por que quer mudar seu nome para “golfo americano”, o “americanismo trumpista’, por assim dizer!
Eu, na minha pequenez e simplicidade de escritor, de livre pensador e cidadão progressista deste mundo de meu Deus, novamente, me pergunto:
– O que tal criatura tem na cabeça!?
Ele findará seus dias com a marca “indelével” de pior presidente americano!
Será “o cara” que marcará a vida americana e do mundo livre com um festival de absurdos!
Quem viver, verá!
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Deponham Maduro!
“Tigamente” as meninas assim cantavam nas cantigas de roda:
“Quantas laranjas maduras oh! menina, que cor são elas? Elas são, verde e amarelas…”
“Mister” Maduro continua se comportando como uma fruta desprezível, a laranja podre do pomar!
Porque ele age assim!?
Quer somente chamar a atenção para desviar olhares clínicos sobre a grave situação política e social em que vive a Venezuela ou realmente quer provocar um conflito bélico suicida com a Colômbia, Brasil, Guiana Francesa, França, Estados Unidos, e de tabela com toda a força militar da ONU ou da OTAN?
E a gente sinceramente fica se perguntando o que uma pessoa desta natureza tem na cabeça?
Qual será o legado histórico de Maduro para a Venezuela?
Eleições “arranjadas” e fraudadas, soterramento do processo democrático, violência, autoritarismo, isolamento territorial, perseguição e eliminação de opositores, gravíssima crise social e econômica, elevados índices de fome, miséria e êxodo populacional de venezuelanos para o Brasil e países vizinhos.
Eis senhores, o triste legado de Maduro!
Daí honestamente se pode dizer:
“Caracas, pô!
Recentemente o tal “Escudo Bolivariano” movimentou tropas do regime de Maduro na fronteira com o Brasil chegando descaradamente a invadir nosso território!
A tal operação militar, de acordo com o ditador, é para “garantir a paz, a soberania, a liberdade e a verdadeira democracia”.
Para o mundo verdadeiramente livre e democrático a expressão dita pelo ditador soa como uma piada de muito mal gosto e altamente hilária pela sua própria natureza!
Todo mundo sabe e a imprensa livre sabe da inexistência de liberdade e democracia na decadente governança venezuelana.
Para quem conhece história figura como uma aberração usar o nome do Grande Libertador Simon Bolivar na boca e expressões de um regime ditatorial, ele que foi um grande guerreiro em defesa da liberdade, da democracia e fundamentalmente do pensamento progressista.
De resto é a América Latina, o mundo livre e o povo venezuelano gritarem uníssonos, em alto e bom som:
Já chega!
Deponham Maduro!
